Negrão faz primeiros pontos na vitória de Marciello

Como previra na véspera, a chuva se transformou na grande aliada de André Negrão na abertura da rodada dupla do GP da Bélgica, oitava etapa da Fórmula GP2. Mesmo largando em 25º e na última fila em Spa-Francorchamps, o piloto da Arden International fez uma grande prova e cruzou a linha de chegada em 9º, conquistando os dois primeiros pontos na temporada de estreia da divisão de acesso à Fórmula 1. A vitória ficou com o italiano Raffaele Marciello, quarto no grid e que tomou a ponta do pole Stoffel Vandoorne quando estavam apenas três voltas.

Negrão foi um dos destaques da corrida, iniciada sob forte chuva e que levou à sua paralisação depois de apenas três voltas por causa da falta de segurança. Mas esses momentos iniciais já foram suficientes para levar o campineiro apoiado pela Novac Sports para a 10ª colocação. Depois, Negrão correu sempre com muita segurança, evitando as armadilhas da pista com baixa aderência e os choques com os rivais. Foi um dos primeiros a parar para a troca obrigatória mínima de dois pneus, mas o desgaste mais acentuado nos estágios finais o impediu de resistir ao assédio de Daniel Abt na última passagem e garantir a pole na corrida mais curta de amanhã que fechará a programação do fim de semana pelo sistema de grid invertido dos oito primeiros de hoje.

“Hoje foi muito bom. Finalmente consegui chegar aos pontos”, comemorou Negrão, satisfeito com o próprio desempenho numa das etapas mais difíceis do calendário. “Larguei bem, saí de algumas batidas e ganhei várias posições”, explicou. Ele reconheceu que a decisão de antecipar o pit stop talvez não tenha sido a melhor. “Acho que entrei cedo demais para substituir dois pneus. Como eles acabaram antes, não deu para segurar o ABT. Mas o mais importante foram mesmo os pontos. Amanhã, mesmo com a previsão de sol, saio já com um pé dentro da zona de pontos”, analisou.

Piloto do programa de jovens talentos da Ferrari, Marciello alcançou uma vitória inédita depois de mover perseguição implacável a Vandoorne nas voltas derradeiras. Até então, o belga parecia a caminho de um resultado consagrador diante de seu público. Com o 4º lugar, o brasiliense Felipe Nasr reduziu ligeiramente a desvantagem em relação ao líder do campeonato, já que o britânico Jolyon Palmer – segundo no grid – terminou em 6º. Nasr permanece em segundo, agora 39 pontos atrás do ponteiro.

O resultado da 15ª etapa:

1 – Raffaele Marciello – Racing Engineering – 25 voltas em 1.19’29″116

2 – Stoffel Vandoorne – ART – a 2″088

3 – Johnny Cecotto – Trident – a 35″375

4 – Felipe Nasr – Carlin – a 39″831

5 – Mitch Evans – Russian Time – a 50″526

6 – Jolyon Palmer – Dams – a 1’00″123

7 – Artem Markelov – Russian Time – a 1’01″166

8 – Daniel Abt – Hilmer – a 1’01″776

9 – André Negrão – Arden – a 1’02″872

10 – Daniel De Jong – MP – a 1’05″435

11 – Adrian Quaife Hobbs – Rapax – a 1’11″224

12 – Tom Dillmann – Caterham – a 1’16″681

13 – Julian Leal – Carlin – a 1’17″071

14 – Marco Sorensen – MP – a 1’18″325

15 – Arthur Pic – Campos – a 1’18″578

16 – Takuya Izawa – ART – a 1’19″110

17 – Kimiya Sato – Campos – a 1’21″789

18 – Simon Trummer – Rapax – a 1’22″766

19 – Jon Lancaster – Hilmer – a 1’32″099

20 – Sergio Canamasas – Trident – a 1’33″957

21 – Stephane Richelmi – Dams – a 1’34″528

22 – Nathanael Berthon – Lazarus – a 1’50″554

Volta mais rápida: : Raffaele Marciello – 2’16″422

Não completaram:

Rio Haryanto

Stefano Coletti

René Binder

Conor Daly



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