Só quem é ou já foi súdito do Principado sabe bem medir o alcance do GP de Monaco para a população local. Disputado desde 1929 (com algumas interrupções por causa da 2° Guerra Mundial, por exemplo) continua usando as vias desse estado soberano de apenas 2km2 de área, localizado às margens do Mediterrâneo no sul do território francês, para fazer espetáculo.
Ruas de uso cotidiano de Monte Carlo, capital do país, e que fechadas (demoram seis semanas para “construir” o circuito e outras três para “desmontá-lo” quase que totalmente) totalizam os 3 304 metros que desenham o circuito de hoje. Ruas locais e mundiais ao mesmo tempo, e que fazem parte indivisível da história, da magia e do fascínio do automobilismo.
Ainda saboreando a sua vitória e seus dois pódios na prova da GP2 na Espanha, Felipe Nasr, chegou a Monte Carlo com a missão de continuar a sua caminhada rumo ao título da categoria GP2 que jamais teve um campeão brasileiro. Mas veio também determinado a dar a sua contribuição para o Movimento Maio Amarelo – Atenção pela Vida, que chama a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo. “Nossa missão como motoristas que somos todos” diz Felipe, “é ajudar a mobilizar governos, empresas e pessoas que criem ações para diminuir essas fatalidades e suas consequências, com todos se comportando melhor ao volante. Vou usar o meu carro como vitrine e as ruas de Monte Carlo como passarela de primeira qualidade para ajudar” concluiu Nasr que colou ele mesmo os adesivos do típico laço de cor amarela que simboliza o movimento.
Para se preparar para o difícil circuito Felipe passou a última 2ª feira no simulador da Williams,na Inglaterra, andando de F1. “Foi um 2 em 1” explicou o brasiliense “aproveitei para dar uma refrescada na memória e ajudar a equipe Williams Martini a fazer alguns testes de pneus que aqui em Mônaco fazem a diferença. A primeira experiência de andar de F1, mesmo que virtual, aqui, foi espetacular e amanhã (Mônaco, veja no final da matéria, tem horários de treinos e corridas diferentes dos habituais) na 5ª já entramos na pista para 45 minutos de testes com o carro de GP2. No ano passado consegui um 7º lugar aqui, esse ano tem que melhorar bem” terminou com bom humor.