A participação de André Negrão no Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula GP2 está confirmada. Praticamente recuperado de uma contusão e sem sentir as dores nas costas que o impediram de correr a etapa de Barcelona há duas semanas, o piloto da Arden chegou hoje ao principado, palco da terceira rodada dupla da temporada. Negrão caiu da bicicleta depois de finalizar um treinamento de rotina na Suíça e machucou uma vértebra.
Nesta segunda-feira, pouco antes de embarcar para a Europa, Negrão não escondeu a satisfação com os resultados dos trabalhos de fisioterapia que realizou em Campinas. “Estou me sentindo muito melhor e pronto para voltar a correr. Na verdade, tenho também uma hérnia que requer operação, mas vou deixar a cirurgia provavelmente para a época de férias em agosto”, explicou o campineiro de 22 anos, que ainda lamenta o tombo. “Foi uma queda boba. Eu estava chegando do treino e a sapatilha ficou presa no pedal. Caí praticamente parado, mas fui direto com as costas no chão”, explicou.
Com a experiência de três anos de Fórmula Renault 3.5 nas ruas de Montecarlo, Negrão sabe muito bem o que o espera neste fim de semana. “O circuito é de ultrapassagens praticamente inexistentes, talvez com a exceção da saída do túnel, e conquistar uma boa posição de largada será mais importante do que nunca”, lembrou. Apesar da baixa média horária do traçado, característica de uma pista urbana, Negrão garante que o GP de Mônaco é um dos mais excitantes do calendário. “Não é apenas para os torcedores. Para nós, a sensação de velocidade é enorme por causa da proximidade dos muros. As referências estão sempre muito perto.”
A exemplo da Fórmula 1, a GP2 utilizará no fim de semana as duas versões mais moles de compostos fornecidas pela Pirelli. Por força do regulamento, na primeira corrida – excepcionalmente marcada para sexta-feira em função da programação diferenciada do grande prêmio – os pilotos precisarão utilizar as versões macia e supermacia. Negrão acredita que a estratégia no início da prova terá peso fundamental. “A tendência é que todos saiam com os supermacios e entrem nos boxes para a troca logo na abertura da janela do pit stop, que vigorará da quinta à 14ª volta, porque esses compostos duram pouco e perdem rendimento rapidamente. Poderá haver confusão e congestionamento numa área apertada como a dos boxes de Mônaco. Então, talvez seja interessante administrar bem os pneus no começo da prova e tentar adiar o pit stop até em torno da 8ª volta, para fazer uma troca mais tranquila e reduzir as chances de um problema na parada”, concluiu.