Pista de Hockenheim é novidade para Razia

Em seu segundo ano na GP2, Luiz Razia terá a sensação de um estreante neste fim de semana. O circuito de Hockenheim, palco da sexta rodada dupla de 2010, é inédito para o piloto de testes da Virgin na F-1. Hoje com 4.517 metros (já chegou a ultrapassar os 6 km, com longas retas cortando a Floresta Negra), a pista alemã não fez parte do calendário do ano passado – a etapa foi disputada em Nürburgring.

Apesar da ligeira desvantagem em relação a outros pilotos, o baiano não encara isso como empecilho. “É um pouco mais dificil, comparado com os pilotos que ja conhecem, como meu companheiro Pastor Maldonado, Jules Bianchi, Sam Bird, entre outros. Mas nada que tire minha determinaçao de estar na frente”, destaca. “Haverá casos deste tipo também na F-1, que é meu objetivo, e já aprendi a conviver com isso em outras categorias. Só que na GP2 é mais difícil, pois só existem 30 minutos de treino, comparados às quatro horas da F-1.”

Sétimo colocado no campeonato com 20 pontos, Razia espera virar a página e encerrar o jejum de quatro corridas longe da zona de pontuação. “Acho que a virada deveria ter sido já em Silverstone, mas meu carro me abandonou no meio do caminho”, ressalta o piloto da Rapax, que explica sua estrategia para a reação: “Quero ser rápido na classificação e entender o que meu carro precisa para estar melhor.”

Para cumprir seu objetivo, Razia passou a semana alternando treinamentos físicos com períodos no simulador da Virgin, testando soluções para os carros de Timo Glock e Lucas di Grassi e aprendendo os detalhes da pista alemã. “O simulador sempre me ajuda. E uma das coisas que tenho usado bastante, mas tambem tem seus limites”, comenta. “Ajuda, sim, de certa forma, mas não sera por causa do simulador que voltarei a ganhar. Será com o meu próprio esforço e com a ajuda da equipe”, completa.



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