Dois brasileiros participam da rodada de abertura na Espanha

A Fórmula GP2 começa no próximo final de semana (07 a 09/5), na Espanha, a sexta temporada de sua história. Idealizada pelo principal comandante da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, a categoria foi lançada em 2005 para substituir a Fórmula 3000 como principal base de acesso para a elite do automobilismo. E, desde então, vem cumprindo com sucesso seu papel. Dos 24 pilotos que formam o grid da Fórmula 1 atualmente, 11 passaram pela GP2 – sendo que destes, cinco foram vice-campeões e quatro, campeões da série.

Na temporada que começa no circuito de Barcelona a partir desta sexta-feira, dois brasileiros estarão presentes. Ambos contando com experiência na categoria. O piloto do pais com mais tempo na categoria é Alberto Valério, que segue para seu terceiro ano na competição. Já o baiano Luiz Razia entra em sua segunda temporada com o status de piloto de Fórmula 1. Ele foi contratado no início do ano como piloto de testes da equipe Virgin Racing, e agora busca novas vitórias e brigar pelo título em sua segunda temporada completa na GP2.

“O ano de 2009 foi bastante difícil na GP2, mas sem dúvida de muito aprendizado. O fato de a categoria ter apenas um treino de 30 minutos para cada etapa, dificulta a vida dos estreantes. Então já chegar conhecendo o carro e todas as pistas do calendário é uma vantagem”, destaca Razia, que vai correr este ano pela equipe Rappax – time que assumiu a vaga da extinta Piquet Sports, que estava na GP2 desde a sua criação.

Razia também aposta no envolvimento com a Fórmula 1 para brigar entre os líderes da GP2. “Em todos os anos, os pilotos que se destacaram na GP2 tinham relacionamento com equipes da Fórmula 1. Foi o caso do Lewis Hamilton (campeão em 2006); do Lucas di Grassi (vice-campeão em 2007) e do Nico Hulkenberg (campeão em 2009), por exemplo”, aponta o brasileiro. “Esse trabalho com a Fórmula 1 ajuda o piloto, porque ele leva para a GP2 a filosofia de trabalho da categoria máxima, além do conhecimento adquirido nas reuniões com os engenheiros”, avalia.

Os carros da GP2 têm seus chassis produzidos pela italiana Dallara e se assemelham aos Fórmula 1 em vários aspectos. Desde as dimensões maiores quando comparados a categorias como a Fórmula 3, até o uso de tecnologias como freios compostos de carbono e trocas de marcha por alavancas atrás do volante. Os motores são V8 com 600 cavalos de potência; e o equipamento (carro e piloto) pesa 600 kg. O campeonato 2010 da GP2 acompanha a Fórmula 1 fazendo os eventos preliminares das principais corridas na Europa e no encerramento do Mundial, em Abu Dhabi.

Cada final de semana da GP2 tem duas corridas. A primeira, mais longa e disputada nos sábados, tem obrigatoriedade de um pit-stop para troca de pneus para todos os pilotos. Na prova de domingo, mais curta, o grid é formado a partir do resultado da corrida anterior, porém os oito primeiros têm suas posições invertidas.



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