Na manhã deste sábado (29) o circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, recebeu a 15ª etapa do Campeonato Mundial de Fórmula GP2. O brasileiro Lucas Di Grassi (Eurobike/Schioppa), conquistou um bom resultado e terminou a corrida em terceiro. Lucas, que havia marcado o segundo melhor tempo no treino classificatório, sofreu uma punição e perdeu três posições no grid. “Na tomada de tempo, quando fui voltar à pista, não fui informado que vinha um piloto em sua volta rápida. Não o vi e realmente acabei atrapalhando. Mas com certeza não tive nenhuma intenção de prejudicá-lo”, declara Lucas.
Mesmo partindo em quinto, o brasileiro da equipe Racing Engineering conseguiu superar Vitaly Petrov logo na largada e ainda na primeira volta ultrapassou o brasileiro Diego Nunes, assumindo o terceiro posto. A vitória ficou com o pole position Álvaro Parente, da equipe Ocean Racing Technology, que pela primeira vez sobe ao lugar mais alto do pódio. O líder do campeonato, o alemão Nico Hulkenberg, terminou na segunda colocação.
Mesmo tendo assumido o terceiro posto no início da prova, o trabalho de Lucas não foi nada fácil. As coisas se complicaram quando restavam 11 voltas para o final. Após um acidente entre Luca Fillippi e Davide Valsecchi o safety car entrou na pista. Na relargada o brasileiro, que já enfrentava problemas nos pneus dianteiros, ficou impossibilitado de pressionar o segundo colocado, Hulkenberg, e passou a se defender dos ataques do venezuelano Pastor Maldonado. “Na segunda metade da corrida meu carro sofreu com o desgaste excessivo dos pneus dianteiros e restando duas voltas, quebrou o drive shaft (semi-eixo). Com isso, tive que segurar do jeito que deu”, relata o brasileiro.
No momento da quebra, Lucas contou com uma pitada de sorte, pois um acidente com o piloto Stefano Coletti causou uma nova entrada do safety car quando restavam duas voltas para o final da corrida, que foi definida com o carro de segurança na pista. “Por sorte houve a entrada do safety car e consegui me manter em terceiro”, finaliza.