Naturalmente desolado por não poder participar da etapa da Bélgica da Fórmula GP2, o brasileiro Luiz Razia acredita que poderá estar de volta ao grid da categoria já na corrida de Monza, na Itália, marcada para daqui a duas semanas.
Paolo Coloni, chefe da equipe que leva seu sobrenome, disse que a apreensão de seus dois carros, ocorrida pouco antes do treino livre desta sexta-feira na Bélgica, é ilegítima. E segue trabalhando para recolocar seus pilotos na pista já na próxima rodada do campeonato.
A Coloni comprou recentemente a FMS e, ao que tudo indica, herdou também seus principais problemas. A ex-equipe de Giancarlo Fisichella havia sido acionada judicialmente no ano passado pelo piloto Andy Soucek, dispensado em abril de 2008 para a entrada de Roldán Rodrigues. Soucek alegou que teria contrato para toda a temporada, e passou a cobrar multa rescisória do antigo patrão.
A justiça espanhola já havia dado ganho de causa para a FMS no início do ano, mas o piloto tentou em outras oportunidades o confisco dos bens da equipe. Desta vez, na Bélgica, ele conseguiu, e os maiores prejudicados foram a Coloni, Razia e seu companheiro Andréas Zuber, que não tiveram participação alguma na disputa entre a FMS e o espanhol.
“A equipe tentou reverter a situação ainda hoje, em tempo para que pudéssemos disputar o treino de classificação da etapa de Spa”, disse Razia. “Mas como tudo aconteceu muito em cima da hora, não foi possível… Pelo regulamento da GP2, o piloto que não participar da sessão de classificação não pode correr no sábado e no domingo. Por isso, ficamos fora da etapa. Mas espero que tudo esteja resolvido até Monza”, acrescentou.