Depois de largar da sexta posição, Lucas Di Grassi conquistou sua primeira vitória na GP2, em etapa disputada na Turquia. O resultado colocou o paulista de 23 anos na liderança do torneio. Di Grassi soma agora 64 pontos, quatro a mais que Glock, o quarto colocado na corrida.
Em Istambul neste sábado, Di Grassi fez o que prometeu: cuidou dos pneus a fim de ter um bom carro no final da corrida. Foi assim que já a partir da 20ª volta vários carros começaram a apresentar sintomas de falta de aderência. “Ter pneus mais íntegros foi importante para manter a distância do Pantano e do Carroll, dois pilotos potencialmente perigosos na briga pela vitória”, disse Lucas.
“Mas, apesar de eu ter tentado estar no controle da situação desde o início, parece que essa foi a corrida mais longa da minha vida: a bandeirada final não chegava nunca! As últimas voltas foram especialmente ‘longas’, eternas. Mas acho que não poderia ser de outro jeito, pois este ano eu tive três vitórias que me foram tiradas da mão por motivos fora do meu controle. Então, é lógico que eu queria muito vencer, mais do que qualquer outro piloto desse grid, eu aposto”.
A GP2 disputa a prova complementar da rodada dupla neste domingo e Lucas sai em oitavo, com Glock partindo em quinto. “Esta será uma prova bem diferente da que disputamos hoje”, avaliou Lucas.
“Ela é mais curta, com 23 voltas e, assim, os carros estarão mais leves por levarem menos combustível e o consumo de pneus será menos crítico. Dessa vez, todos devem pilotar de forma muito agressiva, pensando menos no desgaste do carro. De qualquer forma, será importante tentar sair daqui na liderança da classificação. Seria mesmo uma recompensa muito grande para o trabalho que eu e a nossa equipe temos feito para brigar pelo título”.