Potencial de crescimento é consolo de Negrão no Bahrain

O que parecia um fim de semana destinado à conquista do primeiro pódio acabou em profunda decepção para Xandinho Negrão (Medley) na rodada dupla de abertura da Fórmula GP2 no Bahrain. A exemplo da véspera, o campeão sul-americano de Fórmula 3 de 2004 voltou a enfrentar uma prova acidentada no circuito de Sakhir neste domingo e terminou em 15º a “sprint race”, vencida pelo francês Nicolas Lapierre.

“O consolo é sentir que temos ritmo e potencial. Se eu continuar indo bem nos treinos classificatórios, as coisas acontecerão normalmente daqui para frente. É uma pena que tenhamos deixado escapar a oportunidade de somar pontos, porque nunca comecei o campeonato tão bem”, comentou o piloto da Minardi Piquet Sports.

Vigésimo no grid, Xandinho ficou com o rescaldo do múltiplo acidente logo após a largada que envolveu Lucas di Grassi, Adrian Zaugg e Bruno Senna. Como ficou sem espaço, foi obrigado a sair para a grama. Soube aproveitar duas bandeiras amarelas para não perder contato com o pelotão e foi subindo até alcançar a 11ª posição. Ao buscar a ultrapassagem sobre o venezuelano Pastor Maldonado na curva 2, exatamente no mesmo ponto onde fora atingido no sábado por Timo Glock, os carros se tocaram e Xandinho rodou. Logo em seguida, ainda recebeu um “drive thru” como punição. “Disseram que passei o Javier Villa sob bandeira amarela, mas ele havia saído da pista”, reclamou.

Com o carro desalinhado e os pneus já evidenciando o desgaste, a tentativa de Xandinho de se manter na pista e tentar levar o ponto extra pela melhor volta acabou não apresentando resultado. Ainda em branco na classificação geral depois das duas primeiras corridas, espera agora por melhor sorte em Barcelona, próxima parada da Fórmula GP2 nos dias 12 e 13 de maio. “Tenho certeza que vamos continuar competitivos e mudar essa maré.”

O vencedor da corrida é, ao lado de Xandinho Negrão, o piloto com maior experiência na Fórmula GP2. Lapierre entrou para a história da categoria com a pole na primeira prova de 2005, ano de criação da modalidade que sucedeu à Fórmula 3.000. Sétimo colocado no sábado, o piloto da DAMS largou em segundo e tomou a ponta do pole Borja García na largada. Depois, manteve a ponta sem maiores dificuldades, beneficiado pelos incidentes que sucediam lá atrás.



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