O italiano Giorgio Pantano (Campos GP) foi o mais rápido dos testes que abriram a pré-temporada da Fórmula GP2 nesta quarta-feira em Paul Ricard, na França. Com o tempo de 1min13s889, estabelecido pouco antes da chuva que praticamente inutilizou os ensaios da tarde, o ex-piloto da Jordan ratificou a condição de um dos favoritos ao título em seu terceiro ano na categoria. O alemão Timo Glock, que curiosamente tomou o seu lugar na Fórmula 1, ficou em segundo.
Os brasileiros levaram ampla vantagem sobre os companheiros no primeiro duelo interno. Antonio Pizzonia foi o 3º melhor e superou por mais de um segundo o turco Jason Tahinci, o outro representante da FMS International. Lucas di Grassi terminou em 9º, com sete décimos de vantagem sobre o alemão Michael Ammermüller, seu parceiro na bicampeã ART Grand Prix. Xandinho Negrão (Medley), o 11º no geral, também superou o espanhol Roldan Rodríguez no embate particular da Minardi Piquet Sports. Por fim, Bruno Senna ficou em 23º e foi seis décimos mais veloz que o sul-africano Adrian Zaugg entre os pilotos da Arden International.
Xandinho lembrou que uma avaliação mais precisa sobre a força de cada equipe foi comprometida pelo mau tempo da segunda parte dos treinos e pela decisão de alguns pilotos de antecipar o uso do segundo jogo de pneus novos. “Usei apenas um único set, o mesmo com o qual saí dos boxes pela manhã. Outros trocaram pneus ainda pela manhã ou no início da tarde, pouco antes da chegada da chuva”, explicou. “De qualquer forma, gastamos o dia mais para desenferrujar, depois de dois meses de inatividade, e começar a entender as reações do carro com o novo pacote aerodinâmico. Com o acerto do ano passado, deu para sentir que o desgaste dos pneus traseiros foi acima do esperado, talvez também porque a pista estava bastante suja”, explicou.
Amanhã, os testes serão transferidos para a variante 2A, com 4.087 metros de comprimento e características de velocidade que permitirão uma análise mais acurada do funcionamento das asas dianteira e traseira, bem como do novo capô do motor. “Em termos de comportamento, as reações são basicamente as mesmas do modelo 2006. Mas todo mundo ainda está no comecinho do desenvolvimento dessa aerodinâmica. A tendência é que o carro seja ainda veloz que o do ano passado. Foi bom também para sentir que a equipe está motivada para fazer um bom campeonato”, concluiu Xandinho.