Equipe brasileira teve dia proveitoso

Os brasileiros tiveram um bom segundo dia de treinos coletivos desta semana em Paul Ricard. Nelsinho Piquet ficou em segundo no acumulado, enquanto Xandinho Negrão, também da Hitech Piquet Sports, terminou em 16º. Nesta quarta-feira, as equipes se despedem do circuito francês num dia de gala para a estreante Fórmula GP2: depois do lançamento oficial, dois grupos de 12 pilotos, com meia hora para cada, decidirão a numeração dos carros. O mais rápido será o número 1 e puxará o 2 para o companheiro de equipe, independentemente da colocação dele na tomada classificatória.

Foi o melhor treino de Xandinho Negrão em três sessões de testes coletivos. Hoje, finalmente pôde se manter bastante tempo na pista e completou o total de 58 voltas, o que corresponde a uma distância de 238 quilômetros. E só não foi ainda mais produtivo porque duas medidas tomadas pela organização complicaram a vida das equipes. A primeira, para reduzir o risco de quebras por superaquecimento, determinou a troca de óleo de todos os carros durante o intervalo de almoço e a redução de 500 giros dos motores. a outra ampliou os treinos por 15 minutos além do previsto sem informar a todos. “Parei antes porque mostraram a placa de boxes para mim”, disse Xandinho.

Atual campeão sul-americano de Fórmula 3, Xandinho disse as coisas começaram a entrar no curso natural. A diferença que o separa dos pilotos mais rápidos – nomes com experiência até na Fórmula 1,como os italianos Giorgio Pântano e Gianmaria Bruni – caiu acentuadamente. “Sempre acreditei que eu tudo o que eu precisava era de mais horas de vôo. Os pilotos da Fórmula GP2 têm muito mais bagagem do que eu e é natural que neste estágio virem tempos melhores”, reconheceu.

Xandinho disse também que o carro melhorou de retas no período da tarde. No fim da manhã, a equipe descobriu que o tanque estava carregando 20 quilos a mais de combustível que o imaginado. “Esse peso extra significa algo em torno de seis décimos”, explicou Felipe Vargas, diretor técnico da Hitech Piquet Sports, que creditou a anomalia ao responsável pela operação de reabastecimento. “Ele deve ter errado na digitação da quantidade.”

Os últimos minutos foram eletrizantes. Com pneus novos, e mesmo com a redução na potência dos motores e a pista mais lenta por causa da temperatura de 20 graus, os pilotos brigaram intensamente pela primeira posição. O elevado número de bandeiras vermelhas, que inviabilizou o aproveitamento total dos pneus, contribuiu para que as marcas da manhã se mantivessem. “Tinha muita gente na minha frente. Mas, mesmo com pista limpa, o estado dos pneus já estava comprometido”, concluiu Xandinho.

Os melhores tempos de hoje:

1 – Giorgio Pantano, Itália (Supernova), 1min19s114 (78 voltas)

2 – Nelsinho Piquet, Brasil (Hitech Piquet Sports), 1min19s204 (64)

3 – Borja Garcia, Espanha (Racing Engineering), 1min19s242 (20)

4 – Nico Rosberg, Finlândia (ART Grand Prix), 1min19s342 (52)

5 – Heikki Kovalainen, Finlândia, (Arden International), 1min19s561 (71)

6 – Scott Speed, EUA (iSport International), 1min19s625 (63)

7 – Nicolas Lapierre, França (Arden International), 1min19s742 (73)

8 – Neel Jani, Suíça, (Racing Engineering), 1min19s750 (42)

9 – Ernesto Viso, Venezuela (BCN Competition), 1min19s769 (9)

10 – Romain Dumas, França (GP2), 1min19s858 (37)

16 – Xandinho Negrão, Brasil (Hitech Piquet Sports), 1min20s283 (58)



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