Yann Cunha corre pela primeira vez em circuito de rua

Corridas em circuitos de rua representam um enorme desafio técnico a pilotos e equipes. Conduzir uma máquina com mais de 200 cavalos de potência se torna uma missão especial em condições de asfalto ondulado, em um traçado cercado por muros e calçadas. Por esse motivo, uma das provas mais famosas do automobilismo mundial é, justamente, a que acontece nas ruas do Principado de Mônaco.

Para o brasiliense Yann Cunha, a primeira experiência em um circuito desse tipo está marcada para o próximo final de semana (02 a 04/10), quando ele compete pela Fórmula 3 Sul-Americana na cidade de Piriápolis, no Uruguai – que fica a cerca de 100 km da capital, Montevidéu, e a 35 km de Punta Del Este. O traçado de rua volta a receber a principal categoria de monopostos do continente depois de oito anos de ausência no calendário da Fórmula 3, e é um dos pontos altos desta temporada ao lado da preliminar do GP Brasil de Fórmula 1.

O seletivo circuito com 2.600 metros de extensão é marcado por todas as dificuldades comuns a esse tipo de pista. “Estou ansioso pelo primeiro treino, para poder andar com o carro na pista. É uma experiência completamente inédita, e nem tenho ideia do que esperar”, admite o jovem Yann Cunha, quarto colocado no campeonato da Fórmula 3. “Acho que o segredo para uma prova dessas é evitar os erros e os possíveis acidentes. Qualquer toque pode representar um estrago enorme no carro, o que compromete a sequência do final de semana”, avalia Yann.

Na última vez que Piriápolis recebeu a Fórmula 3 Sul-Americana – em 2001 – a vitória foi do piloto Thiago Medeiros, que depois teve passagens pela Fórmula Indy Lights e pela Stock Car. O recorde do circuito pertence a outro piloto da atual Stock Car: Rodrigo Sperafico, que naquele ano completou uma volta de Fórmula 3 na pista na casa de 1m22s – com média de velocidade superior a 110 km/h.

“Os carros da Fórmula 3 estão mais rápidos em relação ao ano passado, então os números de 2001 não devem ser referência durante o final de semana”, opina o piloto brasiliense. “Essa é uma prova para ter muita concentração e cabeça fria para não errar. Sem cometer erros acho que posso subir na classificação do campeonato e me posicionar bem para o final da temporada”, comenta o piloto, que ainda tem chances de brigar pelo vice-campeonato da temporada; e pode sair do Uruguai entre os três primeiros da classificação.



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