F1Mania.net testa a Fórmula Vee, que promete formar jovens e também os não tão jovens

Por Victor D. Berto

 

A possibilidade de ser piloto. Foi isto que eu sempre quis durante a minha infância, mas só fui conseguir alcançar quando adulto. A Fórmula Vee promete entregar isto para os que estão saindo do kart e buscando vôos maiores, bem como para quem gostaria de correr, mas não segue carreira profissional.

A fórmula da Fórmula Vee é uma mistura de “seat & go”, quando está tudo pronto só te esperando, você paga, chega com o seu equipamento ou pode até mesmo alugar da organização, senta e corre, com o envolvimento que é possível ter, caso você prefira comprar um carro e desenvolver, dentro das regras, do seu jeito.

Convidado pela organização há algumas semanas para andar em Interlagos durante uma quinta-feira para dar algumas voltas para testar o carro, fomos até o autódromo paulistano cheio de ansiedade e o sentimento de estar a poucos minutos de realizar um sonho. Infelizmente, por conta de fortes chuvas, o treino acabou sendo cancelado.

Algumas semanas depois um novo convite veio, agora para andar no ECPA – autódromo localizado em Piracicaba – num sábado pela manhã. Acordamos bem cedo, olhamos a previsão do tempo para ter mais certeza que desta vez daria certo e deu!

O processo foi simples, chegando lá, fizemos nossa inscrição na secretaria de prova, vestimos o macacão, pegamos um HANS e um capacete emprestados com a organização, recebemos algumas instruções de como domar a baratinha de chassi tubular equipado com motor Volkswagen 1.6 (o mesmo utilizado no Fox), câmbio da Kombi de quatro marchas e pneus radiais, então fomos para a pista.

Não é necessária vasta experiência, precisa ser somente afiliado à alguma federação, o que é um processo simples de resolver e depois é ir para pista. Eu mesmo, como comentei, sempre tive o sonho de ser piloto, não fui, mas depois de adulto passei a disputar diversas corridas de kart e minha experiência para por aí, nem mesmo tinha pilotado um carro de competição com caixa de câmbio antes.

A categoria, que disputa corridas em Piracicaba (SP), Interlagos (SP) e em breve correrá em Goiânia (GO) e Curvelo (MG), tem um modelo bem simples de negócio quando você quer alugar o carro e a estrutura da organização, ao invés de montar o seu próprio. Treinos livres custam entre R$ 2.000 e R$ 2.800, enquanto a disputa de uma etapa custa em torno de R$ 4.200, com a possibilidade de dividir o carro, já que as etapas são disputadas em rodada dupla.

O carro que pode atingir mais de 200 km/h não foi tão rápido assim na minha mão, acabei sendo entre 8 e 9 segundos mais lento do que os pilotos que correm na categoria (com direito a uma rodada na busca de ser mais rápido), mas para mim parecia estar voando baixo, realizando um sonho. E é isto que a categoria se propõe, realizar sonhos, seja de gente como eu, seja de meninos que querem um dia chegar à Fórmula 1.

A categoria com a ajuda e coaching de Wilsinho Fittipaldi, seu padrinho, se propõe em alguns anos ter um nome na categoria máxima do automobilismo com passagem pela Fórmula Vee.

(Nota: depois desta experiência e agora estar sofrendo com a crise de abstinência, estou fazendo as contas para conseguir disputar uma etapa. Se acontecer, contarei minha experiência para vocês)

 

Veja algumas fotos e um vídeo da minha experiência (inesquecível):

Victor Berto (F1Mania) - Fórmula Vee
Foto: Fernando Santos/Divulgação/FVee
Victor Berto (F1Mania) - Fórmula Vee
Foto: Fernando Santos/Divulgação/FVee
Victor Berto (F1Mania) - Fórmula Vee
Foto: Fernando Santos/Divulgação/FVee