A terceira etapa da Copa Mainroute mostrou um verdadeiro show dos pilotos no circuito virtual de Magny-Cours. A corrida, realizada na noite de quarta-feira (22/02) em uma pista inédita na categoria, se mostrou bastante disputada e essencialmente técnica, onde os erros dificilmente eram perdoados. Luiz Gonzaga (MIG Motorsport), pole e vencedor em Motorland, mais uma vez largou na frente, mas a vitória ficou com a Global Virtual, dessa vez com Arthur Villaça no lugar mais alto do pódio.
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Por ser um circuito com trechos longos de alta velocidade, acreditava-se que os líderes do campeonato ficariam embolados no meio do grid, mas não foi isso o que aconteceu. Mesmo com lastro eles conseguiram andar muito próximos dos demais pilotos, e o treino se tornou surpreendentemente equilibrado, fazendo a pole ser decidida nos detalhes. Luis Bezerra dominou até o final, mas Luiz Gonzaga conseguiu bater o tempo por apenas 37 milésimos e ficou com a pole. Os nove primeiros ficaram separados por menos de meio segundo. Confira a tabela:
Classificação
1 Luiz Gonzaga (MIG Motorsport), 1:42.243
2 Luis Bezerra (Evolution TD), 1:42.280
3 Luciano Zanetti (OGP), 1:42.308
4 Alysson Pacheco (Sinister), 1:42.358
5 Marco Guimaraes (Pegoraros Racing), 1:42.405
6 Arthur Villaca (Global Virtual Racing), 1:42.529
7 Fernando Silva (Global Virtual Racing), 1:42.595
8 Felipe Portela (Sinister), 1:42.599
9 Murilo Faria (OGP), 1:42.687
10 Artur Espontone (Global Virtual Racing), 1:43.037
11 Roberto Silva (Global Virtual Racing), 1:43.051
12 Gabriel Uhlmann (Grip), 1:43.255
13 Tiago Santana (Turtles Racing Team), 1:43.282
14 Pedro Ruotolo (Grip), 1:43.567
15 Edson Luiz (Grip), 1:43.574
16 Alex Gomes (MIG Motorsport), 1:43.590
17 Wagner Silva (Neo Global Virtual Racing), 1:43.808
18 Enio Oliveira (Pegoraros Racing), 1:44.196
19 Felipe Micchi (Turtles Racing Team), 1:44.675
20 Paulo Sanchez (Turtles Racing Team), 1:44.979
21 Ricardo Guarapari (Turtles Racing Team), 1:45.116
22 Rafael Garcia (OGP), 1:57.199
23 Fabio Neris (Sinister), largada dos boxes
24 Carlos Reynaud (Pegoraros Racing), largada dos boxes
25 Giovanne Coelho (OGP), largada dos boxes
A largada mostrou um verdadeiro show de perícia e esportividade dos pilotos, com nenhum incidente registrado nos pontos que foram críticos em outras categorias, como na Grand Courbe e as curvas Estoril e Adelaide, o temido grampo no final da reta. Luiz Gonzaga manteve a ponta. Luis Bezerra e Luciano Zanetti largaram um pouco mal, viram Alysson Pacheco se colocar entre eles na reta, mas na dividida da primeira curva cautelosamente se posicionaram sem alteração das posições entre eles.
Arthur Villaça ultrapassou Marco Guimarães e em seguida Pacheco, partindo em perseguição a Zanetti. Felipe Portela também ganhava posições de Fernando Silva e Marco Guimarães.
A mudança na liderança ocorreria já no final da segunda volta: Luiz Gonzaga destraciona na última chicane, quase roda, mas ao tentar recuperar o carro bateu no muro à direita da reta dos boxes. Luis Bezerra não conseguiu desviar e bateu em Gonzaga, furando o pneu. Um grande prejuízo aos dois pilotos, e um presente para Zanetti, Villaça e Pacheco, que passaram a ocupar o pódio provisório.
Luciano Zanetti e Arthur Villaça brigavam muito pela terceira posição, e com o acidente de Gonzaga, a disputa passou a valer a liderança da prova. Observados de perto por Alysson Pacheco e Felipe Portela, por várias vezes Villaça investiu, colocando de lado, mas Zanetti fechava a porta de todas as maneiras. Em uma das manobras, ele ligeiramente destraciona, mas o suficiente para tocar na lateral do carro da Global e ir para a caixa de brita.
Luiz Gonzaga perdia terreno por conta dos danos, já que não foi aos boxes para reparos. Virando cerca de dois segundos a mais que os líderes, ele não conseguia oferecer resistência aos ataques dos outros pilotos.
Entre os líderes do campeonato, Pacheco era quem estava melhor: em segundo, e ainda contando com seu companheiro de equipe Portela na terceira posição. Artur Espontone, que havia largado em décimo, já era o quarto, mas perdeu a posição para Fernando Silva após um erro.
Nas estratégias de paradas, estava cada vez mais evidente que os pilotos fariam três pit stops. Daí, quem começou a aparecer na prova foi Fabio Neris. Economizando o máximo que podia sem sacrificar o ritmo de corrida, e compensando a desvantagem de ter que largar dos boxes com várias voltas de pista limpa à frente, ele conseguiu parar depois dos demais pilotos e iria para uma estratégia singular de duas paradas.
Já na primeira se viu que ele tinha um grande trunfo em mãos: conseguiu retornar em 11º e ainda participar da maior disputa da prova, com nada menos que seis pilotos dividindo a Estoril e separados por pouco mais de um segundo.
Na frente Villaça e Pacheco mantinham uma pilotagem sem erros. Fernando Silva assumiu a terceira posição depois de um erro individual de Portela, que ficou atrás de Espontone e Roberto Silva. Luiz Gonzaga reparou o carro na sua parada programada, e partindo de 11º começou a se recuperar na prova.
Arthur Villaça seguia sem erros e com uma boa vantagem, só restando superar o trauma de Dubai, quando perdeu a conexão na última volta da prova. Mas Magny-Cours também reservou alguns sustos: na última volta ele encontra três retardatários disputando posições entre eles, e para evitar surpresas ele tira o pé, permitindo que Pacheco se aproximasse.
Mas não havia tempo para mais nada. Com uma pilotagem perfeita, Arthur Villaça venceu em Magny-Cours e conquistou sua primeira vitória no Clube F1BC. Um grande marco para o piloto, já que este também foi seu primeiro pódio no clube.
Alysson Pacheco chegou em segundo e, com essa posição, assumiu a liderança do campeonato. Completou o pódio Fernando Silva e Artur Espontone chegou em quarto lugar.
Os dois destaques da prova vieram a seguir: Luiz Gonzaga com uma bela recuperação após a primeira parada dos boxes conseguiu terminar em quinto e segue vivo na disputa. E Fabio Neris, que largou dos boxes, montou uma estratégia brilhante para terminar em sexto, conquistando nada menos que 19 posições.
Com o resultado, Alysson Pacheco é o novo líder da Copa Mainroute, com 101 pontos acumulados nas três etapas realizadas. Artur Espontone ainda está bem próximo, com 99, seguido de Luiz Gonzaga (82), Fernando Silva (68), Arthur Villaça (66), Fabio Neris (64) e Roberto Silva (60).
Pelas equipes, a Global Virtual segue na frente com 293 pontos, aumentando sua vantagem para a Sinister, que agora soma 212. A MIG Motorsport fecha o pódio das equipes com 116.
O F1BC tem o patrocínio de Chiara Guitar Shop, Game Place, NRT Servers, Pontebill Miniaturas, Mainroute, e o apoio de F1Mania.net, F1-Brasil, e LiveRacers.
Final, 50 minutos
1 Arthur Villaca (Global Virtual Racing), 29 voltas
2 Alysson Pacheco (Sinister), +0:02.453
3 Fernando Silva (Global Virtual Racing), +0:12.274
4 Artur Espontone (Global Virtual Racing), +0:22.464
5 Luiz Gonzaga (MIG Motorsport), +0:26.374
6 Fabio Neris (Sinister), +0:48.262
7 Roberto Silva (Global Virtual Racing), +0:48.548 [+5s]
8 Luis Bezerra (Evolution TD), +0:58.271
9 Felipe Portela (Sinister), +0:59.929
10 Alex Gomes (MIG Motorsport), +1 voltas
11 Paulo Sanchez (Turtles Racing Team), +1 voltas
12 Pedro Ruotolo (Grip), +1 voltas
13 Luciano Zanetti (OGP), +1:09.976 [+50s]
14 Felipe Micchi (Turtles Racing Team), +1 voltas
15 Tiago Santana (Turtles Racing Team), +1 voltas
16 Enio Oliveira (Pegoraros Racing), +1 voltas [+15s]
17 Ricardo Guarapari (Turtles Racing Team), +1 voltas [+30s]
18 Edson Luiz (Grip), +2 voltas
— Gabriel Uhlmann (Grip), Abandono (15)
— Wagner Silva (Neo Global Virtual Racing), Suspensao (14)
— Giovanne Coelho (OGP), Abandono (10)
— Marco Guimaraes (Pegoraros Racing), Suspensao (5)
— Carlos Reynaud (Pegoraros Racing), Suspensao (5)
— Murilo Faria (OGP), Suspensao (2)
— Rafael Garcia (OGP), Suspensao (2)
Volta mais rápida: Luis Bezerra, 1:42.484