Das 14 categorias do clube F1BC (www.f1bc.com) na última temporada de 2010, foram 13 os campeões consagrados. Fernando Lima, Leonardo Couto, Renato Dornelles, Fagner Roberto, Gilberto Azevedo, Toni Andrade, Fabio Neris, Jean Pierre, Kaique Piropo, Gustavo Yanez, Daniel Krauze, Rhuan Carvalho e Fabio do Carmo fizeram a festa, e revelaram os segredos da conquista. Confira o depoimento de cada um dos ganhadores o Troféu F1BC.
Na Formula Junior, Fernando Lima foi o nome da vez, e a missão não foi nada fácil, pois o piloto da Alliance GP teve que desbancar alguns com mais experiência no F1BC, como Jean Pierre e Amauri Regis. “Primeiramente, agradeço a equipe Alliance, que me acolheu e deu todo suporte técnico para treinos, Valeu Zan e Garça, a equipe em geral, a qual eu gosto bastante e me divirto demais quando vou pro TS e onde conquistei, além do título, o principal, vários amigos., como Bueno, Tosin, Sono, Dutra, Roos, Cozzi, Sandrão, Yanez, Roos, enfim toda a equipe”, comemorou Lima.
O campeão aproveitou para dar uma palavra de incentivo aos que estarão no grid da Formula Junior em 2011. “Aos que ficam na Formula Junior, que continuem evoluindo e perseverando, pois uma hora você passa a entender melhor o carro e consegue extrair mais dele. Pessoal que as vezes não consegue andar lá na frente em especial, perseverem que um dia o resultado chega”, afirmou Fernando.
Já na Formula Light, o campeão Leonardo Couto deu um discurso pra lá de humilde, reconhecendo o talento dos adversários. “Foi sem dúvida o melhor campeonato que já participei no F1BC e quero parabenizar todos os pilotos que toparam o desafio de andar de Nippon, não é para qualquer um mesmo, mas quero parabenizar especialmente o Ciro, Alan e o Neiva que disputaram com muita competência um campeonato muito combativo”, disse Couto. “Tenho humildade suficiente para dizer que se não fosse o problema do Neiva em Cingapura e a ausência em Magny-Cours, assim como o azar do Ciro na última etapa, talvez a história fosse diferente, mas enfim não foi e estou muito feliz”, completou o ex-chefe da equipe Wings, que faz uma pausa em suas atividades.
Na Formula Pro, nem Diogo Oliveira, nem Fagner Roberto. Desta vez Renato Dornelles chegou forte, encarou de igual pra igual os grandes nomes e faturou o título com seis vitórias. “Uma temporada muito difícil, com muitas disputas, com chegadas de tirar o folego, com estratégias no pit, com problemas no pc, mas que eu curti demais”, destacou Dornelles. “Minha adapatação ao carro começou na pré-temporada da T1 andando com toda galera da equipe e isolado na ultima posição, mas com o tempo fui pegando o jeito de fazer as coisas mais rápidas, de apurar os reflexos, afinal tinha andado uma temporada de clio apenas. No fim da T2, depois que voltei de viagem voltei a brincar com o pessoal e já estava numa balada bem melhor, que veio aparecer na última etapa do campeonato em Spa”, lembra o gaúcho.
Para ele, o principal mérito esteve no fator mental. “Acho que algo que consegui evoluir muito e me permitiu brigar com o fagner de igual pra igual foi concentração. Conseguir manter um ritmo fortissimo, passar sem perder tempo, não errar no quali, não deixar que um erro na corrida influencie as próximas voltas, enfim, são detalhes que foram essenciais nessa conquista”. O piloto da Pro Chiara fez seus agradecimentos. “Só posso agradecer a todos que apoiaram, que colaboraram, que acreditaram que aquele cara que colocava neutro na freada um dia conseguiria disputar um título da categoria máxima dos formulas! Foi maravilhoso poder retribuir todo o ensinamento que a Pro Chiara e a Chiara me deram desde que me acolheram na minha temporada de estreia na equipe!”, exclamou o novo campeão.
A Formula Classic – Copa Extreme Racing – teve o único piloto campeão nas três temporadas de 2010. Fagner Roberto tirou forças e motivação para derrotar nomes como Thiago Medeiros, Diogo Oliveira, Adriano Pinheiro, Renato Dornelles, Gustavo Yanez, Gean Celso, André Cozza, Pedro Mega, Lucas Machado e Rafael Cozzi durante o ano todo. “Conseguir um tricampeonato na Classic foi algo assombroso pra mim, nunca imaginei fazer algo assim, pode ser que para algumas pessoas (Net-espectadores principalmente) tenha parecido ser facil, mais isso não é verdade, foi muito o contrário até, especialmente na T1 onde eu estava começando a pilotar com volante”, comentou Fagner.
De quebra o piloto da eterna Pro Chiara-Williams chegou ao sexto título, igualando a marca de Rodrigo Wizard, a quem o piloto agradeceu o apoio. “Também consegui alcançar o sexto título no F1BC e também ao Rodrigo Wizard que até então era o unico piloto com seis conquistados e o maior campeão. Isso foi incrivel e que dedico a todos os meus companheiros e amigos. Pode parecer estranho pra alguns mais esse título também dedico ao Wiz, ele foi uma das pessoas que me incentivaram a entrar no Clube e também porque ele sempre me ajuda com as coisas do mod testando, ajudando nas correções e também fazendo companhia no TS, valeu por tudo Rodrigo!”, agradeceu o novo hexacampeão.
Começando o módulo dos ovais, a categoria estreante Indy Junior teve como campeão o mais jovem piloto a levantar o caneco. Gilberto Azevedo, com 14 anos de idade e já há quatro temporadas no clube, aproveitou toda uma tranquilidade na hora certa para conduzir seu campeonato de forma arrebatadora. Giba foi contido nas palavras e destacou sua equipe. “Obrigado V8 Racing por tudo que vocês me ajudaram não so essa temporada mas desde meu inicio no F1BC e no automobilismo virtual”, comentou.
Na Indy Light, mais um piloto mostrou uma tremenda evolução e superioridade sobre os adversários. Toni Andrade foi o cara da vez, e destacou o apoio familiar. “Queria agradecer muito a Checkpoint, equipe que está crescendo muito, e a todos os meus amigos que sabem bem como um campeonato desses é, e também à minha esposa e filhos que tiveram de me aguentar nas horas de treino”, disse emocionado na entrevista ao final da prova.
A história na Indy Pro foi espetacular. O favoritismo passou por várias mãos, como as de Renato Dornelles, Rodrigo Wizard, Pedro Mega e Daniel Fonseca, mas ninguém conseguiu pontuar em todas as etapas como Fabio Neris, super consistente e virando o jogo em Indianapolis e Charlotte. “É o sonho sendo realizado ser campeão da categoria que mais gosto no automobilismo virtual, e ofereço ao meu filho e meu amor. Agora é só comemorar!”, disse o piloto da Sinister ainda após a prova de Watkins Glen, quando conquistou por antecedência o título.
Na Stock, o único piloto que conquistou dois títulos na temporada. Renato Dornelles fulminou a concorrência com sete vitórias nas sete etapas. “Não foi facil, as vitórias em todas as etapas podem enganar, mas o trabalho e a preocupação com o setup certo pra corrida foram grandes. Nunca me preocupei com alguám mais rápido e sim com meu carro estar confiavel, seguro e economizando pneu na corrida”, revelou o piloto da Pro Chiara. “Quero parabenizar todos que se arriscaram a correr com o novo carro, alguns se adaptando outros fortes como sempre, acredito que temporada que vem as diputas serão maiores ainda”, aposta Renato.
Vamos falar do módulo Turismo. E começando pela Turismo Junior – Copa SpeedV -, o título só foi confirmado com a oficialização do resultado, após a análise da direção de prova sobre os incidentes em Dijon. E Jean Pierre confirmou o título. “Primeiramente queria parabenizar a Checkpoint e todos seus integrantes pelo grande campeonato, à Alliance pelo titulo de equipes, galerinha que deu trabalho, A Spyker av, uma grande equipe também”, admitiu o campeão.
“Estou muito feliz, agora oficialmente campeao. Treinei pra caramba pra todas etapas, levei azar em Mar de Ajo, perdi o briefing, larguei dos boxes com 40 graus de febre, ai foi tenso, mas em todas outras etapas entrei bem focado e bem treinado, e por ser um campeonato foi de altissimo nivel não dá nem pra contar as disputas limpas que tive na pista nessa temporada”, comentou Jean, que elogiou os adversários e o espírito de competição de todos. “E eu queria ressaltar que, além de toda rivalidade que teve, ninguém deixou isso influenciar nas amizades, todos sempre se respeitanto muito, tanto dentro quanto fora das pistas”, completou.
A disputa na Turismo Light também ficou para o final. Quando todos poderiam acreditar no domínio da Global Virtual com Rodrigo Bueno e Anderson Perez, os adversários não deram moleza, especialmente a Furia, que apareceu com Roberto Schneiders, Rogerio Henn, e o campeão Kaique Piropo, que já havia sido campeão da Turismo Junior uma temporada antes. “Queria agradecer a todos por essa excelente temporada que nós fizemos e que possamos nos ver na próxima temporada nas categorias GT-PRO e Turismo-PRO. Sucesso para quem fica e não deixarei de acompanhar vocês na T1 do ano que vem”, avisou Kaique.
“Gostaria de agradecer também a toda Fúria pela oportunidade que me foi dada e que felizmente consegui retribuir da melhor forma possível. Agradeço de coração a eles porque se não fossem eles, não estaria disputando esse título hoje. E quero agradecer também a toda a organização do campeonato que foi impecável e de muito alto nivel. Estou muito feliz de poder participar desse clube”, afirmou o mais novo bicampeão.
Os pegas na Turismo Pro – Copa Chiara Guitar Shop – também corresponderam à altura, mas o título desde o início dava a pinta de que ficaria entre dois grandes: Rodrigo Barônio e Gustavo Yanez. E quem aproveitou melhor as chances desde o início foi o piloto da Alliance GP, completando o ciclo de conquistas em Turismo Junior, Light e Pro, feito inédito no F1BC. “A temporada foi show de bola, as duas primeiras corridas foram muito boas, Paul Ricard e Sebring fui mais agressivo, principalmente Sebring”, revelou Yanez. “Em Hamilton também acho que foi a chave do campeonato, ali eu tinha um setup que me permitia ser bem competitivo ainda mais em pistas de rua que eu gosto bastante. Desde Mar de Ajo quando eu tinha 175 KG já nao tinha muito o que fazer, além de ser mais lento o pneu vai embora mais rápido e só resta poupar o pneu e tentar ser competitivo”, concluiu o tricampeão, que ainda agradeceu ao F1BC. “Obrigado a organização que como sempre foi show de bola, e com um campeonato muito bem estruturado desse nos deixa cada vez mais motivados para correr!”
Na Turismo Classic, uma surpresa mas nem tanto. É que em meados da competição todos aguardavam Thiago Moreira, Rafael David e Adriano Pinheiro disputando o caneco, mas aí Daniel Krauze surgiu para repetir o feito que havia alcançado na primeira temporada de 2010, e na última e dramática etapa em Dijon. “Larguei bem, coloquei o carro por dentro pra passar o Neiva e o Cecin, mas ele destracionou demais, e ao virar o volante pra corrigir, fui de cara pro muro e pro último lugar. Aí começou o calvário, pois tinha que poupar muito e não contava em já começar mal dessa forma. Teve muitas brigas na ponta que me beneficiaram, pois estava tomando quase dois segundos por volta do Tino e em média um por volta dos demais concorrentes ao título. Acabei errando algumas vezes trocando sem querer uma marcha nas curvas, o que fazia o carro dar um tranco e destracionar. De resto, foi ir no meu ritmo, em média 1’28″2xx e ir passando o pessoal no box, mas tive que poupar até duas voltas pro final, e ao fim terminei com 2.5L no tanque e apenas cinco segundos de vantagem. Foi por pouco!”, explicou Krauze.
Por fim chegamos ao módulo GT. E na GT Light, com suas largadas e corridas conturbadas, quem se saiu melhor foi Rhuan Carvalho. “Toda Temporada foi sensacional, Treinei muito em muitas etapas, especialmente Hamilton por me lembrar de Adelaide, uma pista na qual eu gosto muito, e cheguei ao campeonato sem expectativas, aliás sem nenhuma, apenas queria aumentar minha carteira no F1BC”, explicou o piloto da Global Virtual, que ainda lamentou as ausências dos companheiros. “Infelizmente Argon não pode correr mais da metade do campeonato, o Heron não pode participar da ultima etapa para tentarmos disputar o campeonato por equipes”, contou Rhuan.
Na GT Pro, o campeão da temporada anterior Bruno do Carmo não esteve nas pistas, mas a dinastia foi mantida com Fabio do Carmo dominando a competição com o Ford GT da 4Brothers. “Essa temporada foi demais, a T2 já tinha sido muito boa, e parece que o nível dos pilotos da GT Pro evoluiu mais uma vez. Fomos exemplo de conduta, pouquíssimas punições e um show de pilotagem na pista”, destacou o campeão. “Os circuitos foram muito bem escolhidos, dá pra perceber que a organização tem uma estratégia para dificultar o campeonato pros pilotos com mais lastro, e isso é muito legal, é um desafio a mais”, avaliou corretamente Fabio.
“Tenho buscado esse campeonato há muito tempo, desde a 2009/2, pois foram três vice-campeonatos, estava ficando difícil de engolir”, brincou do Carmo. “Quem passa por isso sabe como é ruim, mas finalmente veio, e é muito importante pra mim conquistar esse título, sei que o clube F1BC é a maior liga do país e que aqui se reunem os melhores pilotos , e estou muito feliz com este resultado”, ressaltou. “Agradeço a Deus e a minha família pela presença constante, agradeço também toda a união da equipe 4 Brothers, obrigado aos companheiros de grid pela bela disputa e divertimento que tivemos, e nos encontramos ano que vem, de categoria renovada, carros novos, física nova, muito trabalho a fazer, enfim, vai começar tudo outra vez!”, finalizou Fabio do Carmo.
A primeira temporada de 2011 no clube F1BC se inicia no dia 19 de janeiro (quarta-feira), em transmissão ao vivo através do site www.f1bc.com , na primeira etapa da categoria Turismo Junior – Copa SpeedV – a partir das 21h30 (horário de Brasília).
