Após ter participado da tradicional prova das 24 Horas de Daytona, no início de fevereiro, o brasileiro Roberto Pupo Moreno retornará às pistas norte-americanas neste final de semana (05 e 06/3) para disputar a segunda etapa da temporada 2005 da Grand-Am Series, em Miami, no traçado misto do circuito de Homestead. Pupo Moreno correrá novamente pela equipe Spirit of Daytona, com um Crawford Pontiac, ao lado do norte-americano Bob Ward. “Estou muito contente em ser convidado novamente para correr na Grand-Am, pois essa é uma equipe que está querendo crescer e evoluir rapidamente. Como também sou novo nessa categoria, iremos crescer juntos e acredito que possamos fazer um grande trabalho neste final de semana”, declarou o ex-piloto da Champ Car. O brasileiro Christian Fittipaldi também correrá neste final de semana, ao lado do norte-americano Terry Borcheler, pela Bell Motorsports.
Pupo Moreno, que já competiu em diversas categorias do automobilismo mundial, entre elas a Fórmula 1, disse ter se simpatizado rapidamente com a Grand-Am, pelo enorme nível de competitividade presente entre os carros, além da presença de nomes importantes entre os 105 competidores inscritos, como o norte-americano Scott Pruett, o sueco Stefan Johansson e o italiano Max Papis. “A Grand-Am é uma categoria muito competitiva. Todos os motores são nivelados a 500 hp e medidos com o mesmo dinamômetro, então todos os carros são praticamente iguais. O que difere é o acerto aerodinâmico e a estratégia adotada por cada time. Estou gostando muito dessa categoria”, comentou Roberto.
Para a corrida deste domingo, que tem sua largada marcada para as 17 horas (horário de Brasília) nos 3.701 metros do circuito de Homestead, Pupo Moreno afirmou que irá trabalhar bastante no Crawford Pontiac, além de ajudar seu companheiro e dono de equipe Bob Ward, que possui pouca experiência na categoria. “O Bob possui uma experiência de dois anos correndo com carros de rua, mas ele é totalmente inexperiente no endurance. Ele precisa melhorar cerca de dois segundos o seu tempo de volta e estou tentando mostrar para ele quais os locais da pista onde ele pode melhorar sua guiada. Além disso, não testamos e estamos usando os treinos para aprender e desenvolver o carro. Conseguindo conhecer todos os detalhes do carro, vai dar pra brigar por vitórias sim, pois não adianta ter só um carro competitivo, mas sim também ter uma equipe competente, com pilotos que tenham vontade de aprender e crescer cada vez mais juntos. Esse será mais um grande desafio em minha carreira”, finalizou o piloto da Spirit of Daytona.