Scaglione convoca pilotos para a defesa de Jacarepaguá

Em sua coluna publicada na edição nº 9 da revista MOTORSPORT BRASIL, sob o título “Interesses em torno de Jacarepaguá”, e em continuidade às ações que encabeça desde 2002, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Paulo Scaglione, conclamou a todos para colaborar com a entidade em sua luta contra a destruição do Autódromo Internacional Nelson Piquet pela prefeitura do Rio de Janeiro. Da mesma forma, informou que impetrará ações na justiça se a legislação for descumprida pelo executivo municipal.

Para o Scaglione, que desde 2002 luta contra a intenção do prefeito César Maia em construir módulos olímpicos no interior do autódromo para o Pan 2007, em detrimento do automobilismo, “… é de vital importância que cada cidadão, desportista ou não, em conjunto ou separadamente, se cons­ci­en­­tize da necessidade de lutar, pela via que achar melhor ou a que tiver mais acesso, para que esse projeto de destruição do autódromo do Rio de Janeiro venha a ser interrompido de imediato”.

Nesse sentido, Paulo Scaglione conclamou “a todos – com interesses diretos e indiretos, além dos amantes do automobilismo – que venham efetivamente colaborar com a Con­federação nesse sentido”.

Em seu depoimento, o presidente da CBA reiterou o seu apoio ao Pan, mas deixou claro que “nenhum propósito olím­pico é suficientemente importante a ponto de jus­ti­ficar a destruição de pra­ças esportivas de esportes não olím­pi­­cos”. Além disso, cobrou responsabilidade das autoridades municipais na preservação do patrimônio público e no zelo pelas verbas oriundas do contribuinte.

“Analisando com lógica, é difícil encontrar uma justificativa para a realização das obras dos módulos olímpicos no interior do autódromo. Como se não bastassem as enormes áreas existentes no Rio de Janeiro – e a utilização de algumas delas seguramente traria modernidade e desenvolvimento para a cidade do Rio de Janeiro – há a questão do alto valor que já foi investido em Jacarepaguá, algo em torno de US$ 60 milhões”, afirmou o dirigente.

Scaglione alertou para os interesses imobiliários inseridos no contexto e reafirmou que a entidade recorrerá a justiça se a legislação for descumprida, uma vez que a lei aprovada, sob número 3.758, de 25 de maio de 2004, determina “… que o Autódromo Nelson Piquet pre­serve, de acordo com a categoria máxima homologada e licenciada pelas respectivas Federações Internacionais, sua função principal e essencial de Automobilismo e Motociclismo”.

O presidente da CBA chamou a atenção também para o fato de o terreno onde está localizado o Autódromo Internacional Nelson Piquet ser inadequado para edificações, como atestam laudos da própria prefeitura. “A pista não tem base compactada em defini­ti­vo para suportar qualquer tipo de obra nas proximidades, sob o risco de outra movimentação, como comprovadamente já ocorreu anteriormente”.



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