Yamaha não descarta mudança de motor na MotoGP: “faria sentido”

Com a saída da Suzuki da MotoGP no fim de 2022, a Yamaha é agora a única montadora do mundial a competir com motores de quatro cilindros em linha, frente às unidades V4 utilizadas pelo resto do grid. E, convivendo com déficit de potência nos últimos anos, muitos são os que acreditam que a marca japonesa chegou em um limite de desenvolvimento.

Para o chefe administrativo da marca no mundial, Lin Jarvis, isso não está em questão no momento, porém no futuro ele não afasta a possibilidade.

“Não consigo imaginar isso”, disse Lin Jarvis, da Yamaha Racing, à Speedweek.com. “Porque é uma tarefa enorme projetar, desenvolver e produzir do zero um motor V4 de 1000cc para o mundial de MotoGP.

“Se planejássemos isso para os novos regulamentos, para os cinco anos de 2027 a 2031, poderia fazer sentido.”

“Mas ainda não decidimos em que direção vamos seguir porque os regulamentos técnicos ainda não foram terminados. [As futuras regras] devem ser decididas em 2023, após o que temos quatro anos para desenvolvê-las.

“Então, com a nova tecnologia, temos a mesma oportunidade para um novo motor de MotoGP que qualquer outro fabricante”.

O campeão mundial de 2021 da Yamaha, Fabio Quartararo, e seu companheiro de equipe Franco Morbidelli elogiaram o motor atualizado da marca no teste de Sepang do mês passado. Ambos selecionaram uma versão final para o ano.

“Estamos convencidos de que ainda encontraremos grandes capacidades de desenvolvimento com nosso quatro em linha”, disse Jarvis.

“Agora sempre ouço: ‘a Suzuki acabou, a Yamaha é a única fábrica com motor em linha’. Fico feliz em responder: ‘sim, somos os únicos com esta vantagem.'”

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