A quinta-feira foi bastante agitada nos bastidores da MotoGP em Barcelona. Uma das principais notícias foi de que Maverick Viñales teve seu chefe de mecânicos, o engenheiro Esteban García, demitido pela Yamaha. Ele será substituído no box do piloto pelo italiano Silvano Galbusera, ex-chefe de mecânicos de Valentino Rossi, que estava atuando no time de teste da Yamaha.
Viñales explicou que a escolha de Galbusera veio da Yamaha, que o colocou na equipe de teste.
“A estratégia da Yamaha é me dar a oportunidade de ter o mesmo potencial em todas as corridas, assim como o que tivemos na primeira no Catar. Essa é a ideia básica da mudança da equipe. Claro que nesse assunto estou um pouco com eles, e se no fim não me adaptar à moto ou não conseguir, é isso.”
“Existem muitos outros pilotos. Mas com esta mudança de estratégia vejo que a Yamaha confia em mim, acredita no meu potencial. Isso é importante.”
“A Yamaha acredita que Galbusera pode ter o que preciso para dar o meu melhor, é uma aposta de equipe e é até ao final do ano. O pouco que trabalhei com ele durante o teste foi bom. Vejamos, talvez nos custe duas ou três corridas para nos adaptar, mas vamos com paciência. O importante é conseguir uma boa base e acerto.”
“Muitas vezes não me adapto, começo muito forte e depois vou piorando. O mais importante é ir de menos para mais. A Yamaha quer trabalhar nisso e quer me dar a oportunidade de melhorar. Poderia escolher outro chefe técnico, mas confio na Yamaha e no Silvano”.
García é o segundo a perder o emprego como chefe de mecânicos de VIñales na Yamaha. O primeiro foi Ramón Forcada, em 2018. Na época, Viñales disse que queria criar um ambiente de confiança adequado para trabalhar e pediu a saída do técnico, atualmente com Franco Morbidelli. García era engenheiro de Viñales em 2015 e 2016 na Suzuki.
“Esteban é meu amigo e o relacionamento continuará sendo bom. Fiquei bem com ele, mas a fábrica investe muito dinheiro em mim e quer tirar o máximo proveito”, finalizou Viñales.
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