Depois de vencer metade das corridas da última temporada e não terminar com nenhum título, a Yamaha chega para este ano com a missão de voltar a ser campeã na MotoGP. E, para isso, aprende com os erros do passado.
A montadora afirmou no lançamento de sua moto para 2021 que o modelo terá um chassi mais próximo do equipamento utilizado por Franco Morbidelli em 2020 – que tinha uma base mais próxima da versão 2019 da fabricante.
“No ano passado, tínhamos três motos com as mesmas especificações de fábrica, mais a moto A-Spec que Franco (Morbidelli) usava. Onde Franco era competitivo, a de fábrica não era, ou o contrário”, disse o diretor da equipe Monster Yamaha, Massimo Meregalli.
“É por isso que a Yamaha realmente se esforçou para encontrar o melhor equilíbrio entre estas duas motos. O principal é o chassi, eu acho. A Yamaha conseguiu realmente ver o que funcionou e o que não funcionou ao comparar as duas especificações da moto.”
“Com certeza eles entenderam o ponto fraco da moto de fábrica e o ponto forte da moto do Franco. Portanto, este é um jogo que eles estão realmente trabalhando no Japão.”
“Me lembro que, por exemplo, que em 2016 tínhamos uma base muito sólida, que a moto funcionava bem na maioria dos circuitos. A moto A-Spec do Franco era mais semelhante a esta. Portanto, com certeza a direção que a Yamaha tomou para a moto de fábrica deste ano é se aproximar do chassi de Franco.”
“O maior desafio é a consistência, já que não a conseguimos no ano passado e encontrar uma moto mais adaptável é realmente o objetivo.”
Ainda de acordo com o executivo, a Yamaha terá dias de testes bastante ocupados a partir de março no Catar, com muitas peças para utilizar.
“No Catar, vamos levar muito material”, disse Meregalli. “Me disserem que eles não se lembram no Japão a última vez em que conseguiram preparar tantas peças.”
“Vamos levar nossa equipe de testes completa (incluindo o novo piloto de testes Cal Crutchlow), mais os quatro pilotos contratados. O plano de testes do material será compartilhado por todos os pilotos.”
“Vamos apresentar um novo conjunto aerodinâmico no Catar para o teste. Essa carenagem foi desenhada para dois objetivos principais: o primeiro é tentar melhorar a velocidade, mas também melhorar a refrigeração, porque no ano passado sofremos muito com o calor. Essa é outra área em que eles estão realmente focados no Japão.”
“E depois trabalharemos no chassi, na balança traseira, para tentar melhorar o equilíbrio. Também estamos desenvolvendo um novo escapamento. Não estamos conseguindo tocar no motor atual, mas estamos realmente trabalhando nisso para tentar melhorar o desempenho da moto.”
“No ano passado em Valência, o Franco com um motor com muita quilometragem teve uma aceleração extremamente boa. É uma área que estamos a tentando melhorar de novo, porque com a aceleração podemos ganhar alguma potência que talvez percamos no final da reta.”
“Com a nossa moto, o piloto tem que ao máximo a qualificação para largar na primeira fila e depois liderar a corrida. Se anda mais atrás, ele é forçado andar de uma forma que não está funcionando. A primeira parte da corrida é onde Maverick (Viñales) especialmente tem que trabalhar mais. E acreditamos que este ano, o pacote que ele terá, dará a ele potência adicional para ser muito rápido desde o início.”
“Essa também é outra área em que nossos engenheiros no Japão estão trabalhando.”
