Rossi reflete sobre carreira e diz ter vontade de seguir na MotoGP: “quero tentar”

Vivendo o pior início de mundial de sua vida esportiva, Valentino Rossi segue otimista quanto a sua continuidade na MotoGP. O piloto da Petronas Yamaha SRT disse em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport que quer seguir competindo por mais um ano, mesmo aos 42 anos de idade.

O nove vezes campeão mundial refletiu sobre sua carreira, e disse que a adrenalina da competição é o que ainda o faz correr.

“O meu raciocínio é muito simples e para mim é estranho que algumas pessoas não o entendam”, disse.

“Minha forma de pensar é diferente. Gosto do que sinto, da sensação, da adrenalina que me traz vencer, ou subir ao pódio ou apenas fazer uma boa corrida. Depois disso, fico bem por alguns dias. Sei muito bem que no final o tempo terá vencido, infelizmente. Mas tento com todas as minhas forças. Esta é a única razão pela qual ainda corro.”

Rossi insistiu na crença de que teve o mundial de 2015 roubado, e que se isso não tivesse acontecido, teria tido ainda mais sucesso nos anos seguintes.

“O que você perde ao desistir do que gosta é mais do que ganha desistindo quando está no auge de sua carreira”, seguiu.

“Em 2013, quando voltei para a Yamaha, para todos eu já estava acabado. Por outro lado, se o campeonato mundial não tivesse sido roubado de mim em 2015, eu teria ganhado outro, teria sido o décimo e teria estendido minha vida esportiva de vitórias em até seis anos. Se quisesse me aposentar, já deveria ter feito isso há alguns anos. Mas eu acredito nisso e ainda quero tentar.”

Para Valentino, no entanto, o maior arrependimento da vida esportiva segue sendo ter caído na corrida final da temporada de 2006. Na ocasião, o piloto perdeu por apenas cinco pontos o título mundial para o norte-americano Nicky Hayden.

“Valência 2006. Lá joguei um título mundial que poderia ter ganho, e teria sido o décimo de qualquer maneira, apesar do roubo de 2015 “.

Por fim, ele crê que foi referência para a maior parte dos pilotos que estão hoje no grid da MotoGP.

“Fui o primeiro piloto moderno de MotoGP, fui o primeiro a fazer muitas coisas que agora se tornaram uma lição para muitos pilotos. Comecei muito jovem, mas aos 20 já estava nas 500cc e o meu caminho foi seguido por todos. Há algumas coisas que fiz e que todos viram.”

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