Rossi entende organização: “não correr não teria trazido Dupasquier de volta”

Depois de terminar o GP da Itália com o melhor resultado de sua temporada até o momento, um 10º lugar, Valentino Rossi comentou a trágica morte do suíço Jason Dupasquier, piloto da Moto3, durante a classificação para a corrida em Mugello.

Rossi defendeu a organização da MotoGP por ter mantido as corridas mesmo com a notícia, mas reconheceu que foi bem difícil se concentrar no trabalho depois de tudo.

“Na minha opinião, se fosse um piloto da MotoGP no lugar de Dupasquier a corrida teria sido disputada de qualquer maneira”, falou.

“Quando aconteceu o acidente do Simoncelli, paramos (Malásia, 2011), mas estávamos na corrida. Em Barcelona e Misano, com dois casos semelhantes, continuamos correndo. Não acho que haja discriminação com base em quem é.”

“Talvez tivesse sido certo não correr, mas o que teria mudado? Todos queríamos fazer as malas e ir para casa. No domingo, vamos correr em Barcelona. Mas se alguém me dissesse ‘não haverá corridas’, eu teria aceitado e ido para casa “.

“Quando coisas assim acontecem, você se pergunta se faz sentido correr… e provavelmente não faz. Tudo vai para o segundo plano. Mas nada mudaria. Nada teria trazido Jason de volta para nós. Na noite passada, eu já sabia que a situação de Dupasquier era extrema, mas uma coisa é saber disso, e outra é saber que ele está morto. Foi difícil para todos, mas tínhamos que estar focados.”

Rossi ainda defendeu os avanços da segurança que ocorreram nos últimos anos e reconheceu que no caso de Dupasquier a tragédia foi inevitável.

“Por um lado, fizemos muito pela segurança, mas podemos fazer mais. Nunca é suficiente”, seguiu.

“Também fizemos muito com capacetes, macacões e airbags. O problema vem de acidentes como os de Simoncelli, Tomizawa e Jason. Não, não há nada que você possa fazer aí. Quando você tem um piloto deitado no chão na sua frente, é impossível fazer algo para evitar algo assim”, disse ele.

“As motos da Moto3 estão indo muito rápido? Talvez haja muitos pilotos, porque todo mundo entra no vácuo é muito perigoso. No entanto, também acontece na Moto2 e na MotoGP. É difícil resolver isso. Certamente, se você for mais devagar, mesmo n MotoGP, poderia ser menos perigoso, mas honestamente não sei como fazer isso.”

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