Rins: falta de dispositivo de suspensão custa até 0s4 por volta para Suzuki

Única equipe até o momento a não contar com o ride-height device, a Suzuki promete para o segundo semestre trazer o dispositivo para a pista na MotoGP. O sistema é responsável por comprimir a suspensão traseira e fornecer mais estabilidade na saída das curvas, além de largadas mais velozes. Em geral, a aceleração é beneficiada.

Para o espanhol Álex Rins, o sistema – que foi idealizado pela Ducati – poderá fazer o time ganhar muito tempo frente às montadoras rivais, que já o possuem.

“Por exemplo, em Sachsenring perdíamos 0s4 e em Assen, não sei exatamente, mas achamos que 0s3”, iniciou Rins.

“Depende da pista. Por exemplo, no Catar sem esse dispositivo traseiro, com certeza na reta os outros nos tiravam cerca de 0s3 ou 0s4. Em Sachsenring sentimos isso na corrida, e olhando pela câmera do helicóptero dá para perceber que os outros estavam abrindo de Joan e de mim nas acelerações. Não tivemos chance de ultrapassar o piloto da frente. Mas, por exemplo, em Mugello houve menos diferença.”

Para os pilotos, o sistema pode ser a chave para melhores classificações – algo que tem sido o grande problema da Suzuki nas últimas temporadas, contrastando com o bom ritmo de corrida.

“Em primeiro lugar, devemos trabalhar para ter o dispositivo traseiro o mais rápido possível, para ter as mesmas ferramentas que os outros”, disse Mir, que destaca que o dispositivo já está em desenvolvimento.

“Teoricamente, eles vão trazê-lo para nós na segunda corrida da Áustria. Então acho que o Sylvain Guintoli (piloto de testes da Suzuki na Europa) vai experimentá-lo antes disso, ou então o Takuya Tsuda – o piloto de testes japonês, no Japão.

“Não é fácil quando todo mundo está usando esses novos itens e estamos um pouco atrasados. Mas nossa moto está funcionando bem sem isso, e isso também é importante.”

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