Quartararo admite pressão por ter substituído Rossi: “tomei o lugar do rei”

Atualmente líder da MotoGP em 2021, Fabio Quartararo disse que inicialmente sofreu bastante com algumas pressões externas de pessoas esperando grandes resultados dele pelo fato de estar substituindo Valentino Rossi na Yamaha.

Dono de quatro títulos com a equipe japonesa, o italiano foi para o lugar do francês na Petronas, enquanto que Fabio teve que lidar com as atribuições de um piloto de fábrica pela primeira vez.

“Para ser sincero, no início do ano não tive pressão da equipe, mas sim mais pressão de fora”, disse Quartararo.

“Mesmo que eu tentasse não ouvir, você está tomando o lugar do rei, do Vale, e você sempre tem esse tipo de pequena pressão. Até comentários de alguns meios de comunicação como, ‘você precisa ir bem, você tem um lugar importante na equipe’. Eu estava ficava tipo: ‘parem com isso’. Fiquei muito feliz com a vitória no Catar porque desde aquele momento não ouço mais isso.”

“Quando ganhei em Portimão, foi algo muito importante para a minha mente, porque em 2020 foi um desastre e este ano foi fantástico”, disse Quartararo, que no último ano havia chegado em 14º em Portugal.

“Portanto, foi um momento bom em minha mente desde o início da temporada. Esperava fazer um bom começo, mas não tão bom quanto este.”

O francês também disse que não vê um grande rival dentre todos os concorrentes pelo mundial deste ano.

“Estou num momento muito bom da minha carreira. Tenho a confiança extra. Estou me sentindo super bem e super confiante. Isso significa que estou rápido e quero manter esse clima até a última corrida da temporada. Mas o campeonato está em aberto. Para mim, todos são rápidos, então não quero cometer erros.”

“Eu realmente não vejo claramente um concorrente como rival. Joan é super rápido. As Ducatis são super rápidas… mas o mais importante agora é que eu quero me concentrar e tentar tirar o melhor de mim em cada corrida.”

“Mesmo se um cara terminar na minha frente, dois caras, três caras, eu saberei que dei o meu máximo. Acho que esse é o melhor caminho. Claro, temos uma boa vantagem no campeonato, mas precisamos pelo menos começar a segunda parte da temporada exatamente como iniciamos a primeira corrida no Catar.”

Quartararo na ponta, a crise Viñales/Yamaha e renascimento de Eric Granado. A análise do GP da Holanda no FullGas Podcast: