A Fórmula 1 e o motociclismo voltaram ao centro de um debate sobre corridas de rua, após a Liberty Media defender o retorno desse formato ao calendário da MotoGP a partir de 2027. A proposta reacendeu lembranças de um episódio trágico ocorrido em Mônaco, considerado até hoje um dos mais dramáticos da história do motociclismo.
O plano atual inclui a reintrodução de circuitos urbanos, como o traçado de Adelaide, em substituição a Phillip Island. A ideia, porém, tem enfrentado resistência, principalmente por preocupações com segurança, que ganharam força após a lembrança de um evento histórico que terminou em tragédia.
Segundo reportagem do CorseDiMoto, a única corrida de motos disputada em Mônaco aconteceu em 1948. O circuito, conhecido mundialmente por integrar o calendário da Fórmula 1, recebeu naquele ano uma prova que acabou marcada por um grave acidente.
Antes da corrida de motos, a prova de Fórmula 1 foi vencida por Nino Farina, que competia pela Maserati. Depois disso, as motos entraram na pista, em um cenário que refletia a realidade da época, quando até modelos como a Gilera Saturno participaram de competições de carros e motos no mesmo dia.

A corrida de motos terminou com vitória do italiano Aldo Brini, mas o resultado acabou ofuscado por um acidente fatal. O britânico Norman Linnecar sofreu uma queda violenta na curva Saint Devotte, em um episódio que marcou definitivamente a história do circuito.
Depois desse acidente, o traçado foi considerado inadequado para corridas de motos, decisão tomada apenas depois da tragédia. O episódio reforçou as preocupações com segurança em circuitos urbanos, especialmente em traçados estreitos e com pouca área de escape.
A MotoGP não realiza corridas em circuitos de rua desde 1982, quando a categoria competiu em Imatra, na Finlândia, um circuito menor e mais aberto do que os traçados de Adelaide ou Mônaco. Com os planos da Liberty Media avançando, a lembrança do passado volta ao debate, destacando os desafios e riscos que acompanham esse tipo de corrida.
