Petronas: Foco para Rossi é estar no pódio; vitória seria fantástica

Diretor da equipe Petronas Yamaha SRT, Johan Stigefelt voltará a trabalhar diretamente com Valentino Rossi em 2021. O sueco já trabalhou ao lado de do italiano, entretanto não diretamente. Ambos dividiram grids do campeonato italiano e do mundial nas categorias menores nos anos 1990.

O último ano que ambos correram juntos foi 2001, quando Stigefelt correu na 500cc/MotoGP cm a fraca Sabre V4, enquanto Rossi dominou aquela temporada e se sagrou pela primeira vez campeão da classe principal do mundial.

Depois de encerrar sua carreira em 2004, o sueco trabalhou na Supersport e na Superbike antes de voltar ao paddock do mundial pela Caterham na Moto2. Em 2019, ele subiu para a MotoGP com a Petronas Yamaha SRT. Aos 44 anos, ele se disse feliz com a chegada de Rossi, 42, à equipe, no entanto ele sabe que será um trabalho complicado.

“Com o Valentino vai ser um desafio, porque ele vem de muitos anos na equipe de fábrica e vai começar a trabalhar conosco”, disse Stigefelt.

“A primeira missão é, claro, fazer com que ele se sinta confortável e feliz dentro da equipe. Há alguns caras novos com quem ele não trabalhou antes e alguns caras novos que vieram da Yamaha para trabalhar com ele.”

“Mas para mim e para a equipe, o objetivo é definitivamente chegar ao pódio. Uma vitória seria fantástica com o Valentino. Se o conseguíssemos, seria fantástico. Sabemos que o Valentino está sempre lá, e se tiver uma boa temporada, ele estará entre os cinco primeiros, tenho certeza.”

“Somos uma equipe muito jovem, entrando na nossa terceira temporada e ainda estamos aprendendo. Mas conseguimos fazer tudo muito bem nos primeiros dois anos, e nas primeiras conversas que tivemos com Valentino ele ficou muito entusiasmado. Ele esteve na equipe de fábrica por muitos anos e é definitivamente um tipo de ambiente de trabalho diferente do nosso. Sabemos disso porque somos próximos da Yamaha.”

“Não estou dizendo que eles estão fazendo algo errado e que estamos fazendo tudo muito bem. Mas estamos apenas mais ‘disponíveis’, digamos. Ou seja: eu, Razlan (Razali, chefe da equipe) e Wilco Zeelenberg (coordenador) estamos sempre lá e muito apaixonados pelas corridas e pelos pilotos. Acho que toda a equipe sente esse tipo de liderança do nosso lado.”

“Quando o Valentino falou comigo, ele disse que essa foi a sensação que ele teve ao ver a equipe de fora.”

O estereótipo é que estar em uma equipe satélite significa menos pressão. Entretanto, é um conceito que Stigefelt rejeita porque as expectativas de resultados são as mesmas. Porém, ele está confiante que Rossi gostará do ambiente ‘feliz’.

“Acho que ele não terá menos pressão, porque ele realmente quer ter um bom desempenho e está vindo para a equipe com a mentalidade de tentar subir ao pódio e vencer corridas de novo”, disse.

“Acho que para todos às vezes é bom mudar de ambiente e entrar em uma nova equipe. Ele tem uma abordagem muito boa. Mente aberta.”

“Penso que a combinação vai ser ótima e penso que os pilotos sentem isso. Podemos ver como Franco (Morbidelli) e Fábio (Quartararo) como se adaptaram bem à nossa equipe.”

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