Oliveira culpa pneus por dia ruim da KTM no Catar

Depois de fazer a pole position e liderar de ponta a ponta a última corrida da temporada de 2020, em Portugal, Miguel Oliveira esperava mais do início da temporada de 2021 da MotoGP – sua primeira pela equipe de fábrica da KTM.

Ele acabou chegando apenas em 13º depois de um final de semana bem abaixo da crítica da montadora austríaca. Além do layout da pista do Catar não ser bom para a RC16, Oliveira ainda relatou que os compostos macios de pneus da Michelin se degradam facilmente em sua moto.

“Não pudemos terminar mais fortes por causa do pneu dianteiro”, disse Oliveira, que acabou a 11s4 do vencedor da corrida, Maverick Viñales.

“Perdemos muita aderência antes do meio da corrida, e isso comprometeu nosso desempenho. Fiquei perdendo tempo por me salvar de acidentes.”

“Sentimos que a nossa moto é forte, mas não podemos competir na distância da corrida com este composto de pneu. Para ser honesto, é realmente decepcionante, porque a seleção do pneu aqui é por eliminação, e não uma escolha de fato. Não é nossa escolha usar o pneu macio, nós o usamos porque não podemos usar outro.”

“A combinação entre a carcaça e a borracha do médio está errada, e comunicamos isso desde o primeiro dia de testes aqui. Como pudemos ver, ninguém usou o composto.”

“Portanto, usamos o duro quando esteve calor (nas sessões ocorridas à tarde), e, quando fazemos isso, somos competitivos.”

“Como podem compreender, sentimos que deveríamos ter à nossa disposição diferentes opções de pneus, que realmente funcionem depois de todos os anos de experiência que eles possuem.”

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