Ninguém poderia apostar na temporada de 2020 da MotoGP antes do início do ano. Muito menos o português Miguel Oliveira, que venceu duas corridas no ano – uma delas sendo o GP de Portugal, que nem no calendário estava.
Mas as coisas aconteceram, e o piloto da moto 88 pôde celebrar uma vitória de conto de fadas em sua casa no último domingo, com pole, volta mais rápida e todas as voltas lideradas.
“A corrida foi longa”, iniciou Miguel.
“Tive emoções diferentes do que na Estíria, porque lá foi uma ultrapassagem na última volta. Mas hoje foi diferente, havia muita adrenalina. Aqui não houve batalha – comecei em primeiro e terminei primeiro. Tratava-se de controlar as emoções ao longo da corrida.”
“Não queria olhar para a placa do meu box nas primeiras 3 voltas, só queria fazer o meu ritmo e as minhas linhas e tentar ver se alguém tentaria me passar. Comecei já com 1min40s0 e achei que seria uma boa referência. Quando vi, estava com uma vantagem de 1s5 e a partir daí tentei estender aos poucos para chegar às últimas dez voltas com uma vantagem para gerenciar.”
Terminando em nono no mundial, Oliveira ficou a apenas 14 pontos do terceiro posto no mundial de 2020.
“Foi um campeonato acirrado. Acho que nesta temporada vimos um formato diferente de corridas, mas também uma competitividade diferente em termos de pilotos e equipes. Uma fábrica e uma equipe satélite podem vencer corridas, estar no pódio, então fica muito mais imprevisível gerenciar fins de semana de corrida.”
“Você precisa estar no seu melhor o tempo todo e prevejo que no próximo ano será ainda mais difícil se destacar e ser o líder, mas posso estar errado. É meu palpite.”
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