MotoGP teve perda de R$ 572 milhões por efeitos da pandemia em 2020

A pandemia da covid-19 e todas as suas implicações acabaram custando à promotora da MotoGP, a Dorna Sports, bastante dinheiro no ano passado. De acordo com uma estimativa da publicação palco23.com, a empresa teve um prejuízo ao todo de cerca de 94 milhões de euros (R$ 572 milhões na cotação atual), depois de ver seu volume de negócios diminuir em aproximadamente 30%, totalizando em 209 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) líquidos.

Do volume total de receitas, 137 milhões de euros (66%) resultam da comercialização de direitos audiovisuais, 42 milhões (14% a menos que 2019) de publicidade, 28 milhões (15% a menos que 2019) de serviços de televisão e um milhão de euros (redução de 68%) de serviços logísticos.

A perda se deve às várias etapas canceladas no calendário do ano passado e também à ajuda de custo oferecida aos times das quatro categorias durante os meses de abril a junho, nos quais não houve competição.

Neste período, equipes de Moto2 e Moto3 receberam cerca de 25 mil euros (R$ 152 mil) por mês da Dorna, totalizando custo 1,5 milhão de euros (R$ 9,1 milhões) ao mês. No caso da MotoGP, as seis equipes satélites receberam um empréstimo especial de 250 mil euros (R$ 1,5 milhão) por mês. No total, estima-se que a Dorna tenha doado seis milhões de euros (R$ 36,5 milhões) entre abril e junho aos times para garantir a continuidade dos trabalhos no paddock.

Ainda assim, a Dorna fechou 2020 com excedente de 60,5 milhões de euros (R$ 3,6 bilhões). A empresa atribui as perdas à pandemia e à não venda de ingressos, mesmo tendo corrido com os portões fechados. Em 2021, as receitas estão em alta, e certamente serão maiores do que no ano passado, mas menores do que em 2019 devido também a efeitos da pandemia.

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