A MotoGP iniciou o fim de semana do GP do Brasil com condições imprevisíveis em Goiânia, e a equipe Red Bull KTM Tech3 enfrentou dificuldades logo no primeiro dia. Com pista molhada, chuva intermitente e pouca aderência, Maverick Viñales e Enea Bastianini ficaram fora do Q2 direto após um início complicado.
O retorno da MotoGP ao Brasil, após mais de duas décadas, trouxe um cenário desafiador para equipes e pilotos. A combinação entre um circuito renovado e o clima instável tornou o primeiro dia praticamente um exercício de adaptação.
O Autódromo Internacional de Goiânia, totalmente recapeado recentemente, apresenta um traçado curto de 3,835 km e 14 curvas. Misturando trechos rápidos com uma parte mais travada e técnica, o circuito exige precisão, ainda mais em condições de pista que mudam constantemente.
A sexta-feira começou com atraso por conta da chuva intensa, o que dificultou ainda mais o trabalho das equipes. No TL1, Viñales e Bastianini focaram em entender o nível de aderência utilizando pneus de chuva da Michelin, acumulando juntos 36 voltas em um asfalto que começava a secar.
Ao fim da primeira sessão, Viñales ficou em sexto lugar, a 0s818 do melhor tempo. Bastianini terminou em 11º, pouco mais de um décimo atrás do companheiro de equipe, em um cenário ainda controlado antes da piora das condições.
Na sequência, durante o treino da tarde, o cenário voltou a se complicar. Com o asfalto praticamente seco no início, os pilotos foram para a pista, mas a chuva retornou no meio da sessão, prejudicando qualquer tentativa consistente de volta rápida.
Viñales chegou a cair para a 14ª posição e ficou fora do Q2 direto por apenas 0s159. Já Bastianini optou por uma abordagem mais conservadora diante da pista escorregadia e terminou apenas em 22º, evitando riscos maiores logo no começo do fim de semana.
Mesmo com o resultado abaixo do esperado, Viñales destacou sinais positivos no comportamento da moto. “Tive uma boa sensação com a moto. A tração estava boa e recuperei a sensação que tive nos testes de Sepang. Não estou feliz com o resultado, mas estou feliz por sentir a moto funcionando novamente”, afirmou.
O espanhol também explicou as dificuldades nas partes molhadas da pista. “Não consegui forçar nos trechos úmidos com pneus slick, não me senti confortável. Mas nas partes secas me senti muito forte. Acho que não teremos pista totalmente seca neste fim de semana”, completou.
Bastianini também apontou problemas específicos em sua moto. “Passamos a manhã tentando entender o circuito, foi divertido pilotar aqui. Mas à tarde não consegui forçar, a frente da moto estava leve, algo que nunca senti antes. Precisamos analisar os dados e entender o que aconteceu”, disse o italiano.
A programação segue neste sábado com o TL2 às 10h10, no horário de Brasília, seguido pelo Q1 às 10h50. A Sprint, com 15 voltas, está marcada para as 15h00, quando a equipe tentará reverter o início difícil e buscar um lugar entre os mais rápidos do fim de semana.
