Com um pacote limitado nesta temporada, Fabio Quartararo disse que espera ter uma Yamaha bastante diferente para testar no primeiro treino tendo em vista a temporada 2024, em Misano no próximo mês.
“No teste de Misano quero ter mais coisas para testar. Não quero ver coisas escritas. O que quero ver é a moto de Misano, porque essa será 95% a que vai correr em 2024. Aí vamos ver se a Yamaha realmente me quer para o futuro”, disse Quartararo ao Motorsport.com.
“Acho que a Ducati, a KTM e a Aprilia arriscam muito mais do que as fábricas japonesas. As diferenças entre motos KTM, Ducati e Aprilia de cinco anos atrás em comparação com as atuais são brutais”.
“Há poucos dias vi minha moto campeã mundial de 2021 e ao lado estava a do Lorenzo, de 2015. São praticamente iguais, quase nada muda. Isso é muito raro depois de seis anos”.
Para o piloto, a estagnação das fabricantes japonesas está em seu conservadorismo, que se tornou uma desvantagem. “Não tenho tanta experiência como os outros pilotos, mas o mundial passou de branco para preto nos quatro anos que estou aqui”.
“Em 2019, quando estreei, para a largar bastava acionar o controle de largada. Agora é preciso fazer mil coisas: frear para acionar os dispositivos de altura, dianteiro e traseiro; olhar todos os controles e assim por diante. A evolução na moto é brutal, mas as outras marcas arriscaram muito mais que nós”.
