MotoGP: Mir voa em Sepang, Honda anima e Yamaha para tudo

A MotoGP voltou a movimentar o paddock em Sepang com um dia intenso de testes, misturando voltas rápidas, chuva e até garagens fechadas. A quarta-feira marcou o segundo dia de atividades na Malásia e colocou a Honda em destaque, enquanto a Yamaha viveu o cenário oposto e não levou nenhuma de suas motos à pista. Em um momento crucial de preparação para a temporada 2026 da MotoGP, cada quilômetro rodado tem peso enorme no desenvolvimento.

Joan Mir foi o grande nome do dia. O piloto da Honda HRC Castrol liderou a tabela de tempos e entrou no seleto grupo das voltas na casa de 1min56s em Sepang. Com isso, registrou a volta mais rápida já feita por um piloto da Honda no circuito, superando inclusive a melhor marca recente do time de testes da fabricante. O desempenho reforça a sensação de evolução da RC213V, algo que já vinha sendo comentado desde o fim da última temporada.

Apesar do tempo forte, Mir e seu companheiro de equipe Luca Marini adotaram discurso cauteloso. Ambos destacaram que o foco principal não está na tabela de tempos, mas na coleta de dados e no entendimento do pacote de 2026. Marini terminou o dia em sexto, com programa prejudicado pela chuva da tarde, mas com avaliação positiva do conjunto.

Na LCR, Johann Zarco também saiu satisfeito e planeja um longo stint no último dia para comparar ritmo com os rivais. Já o brasileiro Diogo Moreira voltou à pista e relatou progresso consistente. Ele ainda experimentou a moto em condições de pista molhada pela primeira vez, algo valioso em sua fase de adaptação. O brasileiro demonstrou otimismo para a sequência do teste.

A Ducati manteve sua abordagem discreta e eficiente. Franco Morbidelli foi segundo e o único além de Mir a rodar em 1min56s, com 1min56s983, apenas 0s109 atrás do líder. Fabio Di Giannantonio completou o top 3 e apontou melhora na sensação de dianteira. Francesco Bagnaia terminou em oitavo, sem conseguir realizar a simulação de Sprint que desejava, mas relatando boas sensações. Marc Marquez, que havia liderado o primeiro dia, reduziu o ritmo e foi 15º após 30 voltas.

O grande assunto fora da pista foi a Yamaha. Após o acidente de Fabio Quartararo no dia anterior, a fabricante decidiu não colocar suas motos na pista. Segundo a equipe, o problema é conhecido, mas a causa ainda está sob investigação. Por precaução, tanto a Monster Energy Yamaha quanto a Prima Pramac Yamaha permaneceram nos boxes durante todo o dia.

A KTM mostrou força com Pedro Acosta em quarto, virando tempos na casa de 1min57s com nova carenagem dianteira. Já a Aprilia teve Marco Bezzecchi como melhor representante, em sexto, enquanto novos componentes aerodinâmicos chamaram atenção no pitlane.

A chuva encurtou o programa do dia, mas a MotoGP ainda tem mais um capítulo em Sepang. O último dia de testes promete novas tentativas de voltas rápidas e simulações mais longas, definindo melhor o cenário antes do início da temporada.



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