MotoGP: Marini pede paciência a Honda em desenvolvimento de moto

A Honda não terminou bem o último teste de pré-temporada da MotoGP. Com suas motos de 17º a 20º lugares, a montadora foi a pior das cinco do campeonato mundial. No entanto, Luca Marini, que foi o 20º, pede cautela e paciência.

“Tentamos tudo o que precisávamos, entendemos muitas coisas”, disse Marini.

“Então, agora temos muitos dados e podemos nos preparar bem e da melhor forma para o GP. Parece que ainda estamos longe, mas a sensação na moto melhorou. Estou satisfeito por um lado, mas com certeza a diferença é realmente enorme, especialmente quando queremos colocar pneus novos, os macios. Não conseguimos usá-los bem.”

“Sobre o nosso desempenho, não esperava uma grande melhoria dos outros porque os tempos por volta que fizeram no Catar e também em Sepang são incríveis”.

“Sobre o nosso tempo de volta, acho que foi bastante normal. Neste momento, em que começamos muito atrás, precisamos ter paciência. Nós chegaremos.”

Devido às regras de concessão, a Honda poderá testar livremente durante o ano com seus pilotos oficiais e poderá atualizar seu motor ao longo da temporada. A aderência traseira continua a ser um problema para a Honda, com Marini crendo que a falta de tração é o pior ponto de sua moto.

“Não somos tão fortes na frenagem, especialmente quando colocamos um pneu macio traseiro novo”, explicou.

“Não podemos usar – não sei o porquê – o pneu traseiro para frear a moto na frenagem, enquanto a Ducati usa muito e ele conseguem ganhar muito nesse ponto. Então, para tentar fazer o tempo da volta você tem que andar de uma forma diferente e estou me adaptando, estou crescendo.”

“Aderência e usar melhor o pneu traseiro é o que precisamos. Usar a traseira na entrada, meio da curva e saída. Agora temos que olhar apenas para esta parte da moto porque é onde mais falta. Com certeza faltam outras coisas em outras partes, mas agora a aderência é o que não nos permite ser fortes e rápidos com o pneu traseiro macio, mas também com o ritmo com os pneus usados. Então, precisamos melhorar nessa área.”