A temporada 2026 da MotoGP ganhou novidades nesta semana com a apresentação oficial das cores, parceiros e objetivos da Red Bull KTM para o novo campeonato. A marca completa dez anos no Mundial e revelou o visual atualizado da KTM RC16, que será usada pela dupla formada por Pedro Acosta e Brad Binder no time de fábrica, além de Enea Bastianini e Maverick Viñales na Red Bull KTM Tech3. A MotoGP vive a última temporada antes da mudança de regulamento prevista para 2027, o que reforça o simbolismo do novo projeto.
A KTM destacou que, em 2026, pretende elevar o nível de competitividade e trabalhar em paralelo no desenvolvimento da futura geração de motos. Os austríacos destacaram que a campanha será guiada por números e planejamento, desde os milésimos no cronômetro até as semanas de testes e preparação para o futuro da MotoGP. O time também lembrou que Acosta terminou o Mundial de 2025 em quarto lugar, igualando o melhor resultado da equipe na categoria.
A apresentação trouxe um conjunto de dados curiosos, como o fato de seis etapas do calendário de 2026 serem consideradas “em casa” para o quarteto da KTM, além do recorde de público de 3,6 milhões de espectadores nos autódromos em 2025. A equipe também destacou o recorde de velocidade máxima de 366,1 km/h registrado pela RC16 em Mugello, marca que pode ser novamente desafiada neste ano.

Pedro Acosta avaliou que o trabalho feito na segunda metade de 2025 foi essencial para chegar ao novo campeonato com expectativas maiores. “Fizemos boas corridas e resultados, até quando não estávamos nos nossos melhores dias. Foi muito bom lutar pelo terceiro no campeonato. Vamos para mais este ano e queremos começar bem já em Sepang”, afirmou o espanhol.
Brad Binder comentou que aproveitou um período de descanso na pré-temporada, mas agora mira um salto de desempenho. “MotoGP é difícil, os tempos são muito próximos e cada piloto faz de um jeito. No ano passado eu pensava demais na moto e deixei minha habilidade natural de lado. Quero mudar isso e curtir mais. Estou confiante de que posso dar um bom passo”, declarou o sul-africano.
Já o italiano Enea Bastianini avaliou que 2025 foi um ano complicado, mas importante para aprender e evoluir. “2026 será diferente porque conheço mais a moto e o time. Acho que estarei mais forte e motivado para lutar por algo importante. Vi muito potencial nos testes de Valência, acho que estamos prontos para correr e preparados para lutar”, disse.
Maverick Viñales, que terá seu segundo ano com a Tech3, ressaltou que a adaptação rápida o surpreendeu, apesar de uma lesão na metade da temporada passada. “Precisei entender muita coisa em pouco tempo, mas consegui ser competitivo rápido. Agora sinto uma grande responsabilidade de fazer este projeto vencer. Quando tenho esse tipo de pressão, estou no meu melhor. Estou pronto e com muita energia”, afirmou.
Além dos pilotos, integrantes da gestão esportiva, como Aki Ajo e Nicolas Goyon, comentaram que a KTM encerrou 2025 em alta e que o foco agora é consistência, paciência e evolução diária. O diretor de motorsport da KTM, Pit Beirer, resumiu os objetivos para 2026: “Temos quatro pilotos fantásticos e queremos dar a cada um o que precisa para render. O time está unido, a moto evoluiu e estamos prontos para correr”.
A pré-temporada da MotoGP começa em breve com o primeiro teste oficial em Sepang, enquanto o lançamento global da categoria acontece em Kuala Lumpur no início de fevereiro. A KTM vê 2026 como um ano de transição estratégica, mas reforça que quer aproveitar todas as chances antes da chegada do novo regulamento em 2027.
