Marco Bezzecchi foi quem subiu ao degrau mais alto do pódio do GP do Brasil da MotoGP em Goiânia. Em uma tarde ensolarada e bastante quente neste domingo (22), o piloto saltou para a ponta na largada e dali não saiu mais, cruzando a linha de chegada na primeira colocação.
Fabio Di Giannantonio foi quem largou da pole-position, mas não conseguiu manter a ponta do pelotão e teve de se contentar com a terceira colocação, com Jorge Martín recebendo a bandeira quadriculada em segundo.
Diogo Moreira teve de fazer prova de recuperação. Saindo em 14º, caiu para 19º na largada e foi escalando o pelotão, cruzando a linha de chegada em 13º, dentro da zona de pontos.
A terceira etapa da temporada 2026 da MotoGP acontece já na próxima semana, entre os dias 27 a 29 de março com o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas.
Saiba como foi o GP do Brasil da MotoGP:
O calor foi um fator chave para esta corrida no Brasil. Com o termômetro marcando 30ºC e o asfalto chegando a 52ºC, a disputa precisou ser encurtada em oito voltas, caindo para 23 por conta da degradação da pista.
Largada autorizada e Bezzecchi saltou para a primeira colocação do pelotão Enquanto isso, Di Giannantonio vinha na segunda colocação com Marc Márquez se mantendo no terceiro posto.
Quem não teve uma boa largada foi o brasileiro Moreira. Alinhando em 14º no pelotão, o competidor da LCR Honda acabou caindo para 19º, precisando investir em uma prova de recuperação em frente a torcida caseira em Goiânia.
Na abertura da terceira volta, Bezzecchi mantinha a terceira posição, a 0s669 de frente para o restante do pelotão. Enquanto isso, Marc conseguiu se adiantar para assumir a vice-liderança, com Diggia, Pedro Acosta e Jorge Martín completando as cinco primeiras posições no Autódromo Ayrton Senna.
Com quatro voltas feitas, dois nomes já estavam fora da disputa: Jack Miller com problemas e Brad Binder, que sofreu uma queda ainda nos primeiros giros. Melhor para Diogo, que subiu para o 17º posto.
Cinco voltas completadas e Bezzecchi vinha tirando onda em frente a torcida brasileira já com mais de 2s2 de respiro para o restante do pelotão. Enquanto isso, Martín vinha extremamente rápido com sua Aprilia e fez ultrapassagem dupla, assumindo a segunda colocação, sendo o mais veloz da pista.
Com oito voltas feitas do GP do Brasil da MotoGP, Marco mantinha a primeira colocação, com Martín, Diggia, Marc Márqeuz, Acosta, Álex Márquez, Joan Mir, Ai Ogura, Johann Zarco e Fermín Aldeguer completando o top-10.
Quem vinha em uma corrida bastante complicada era Fabio Quartararo. Após ter largado da segunda fila do pelotão, o francês da Yamaha já era o 16º, fora da zona de pontos – a ultrapassagem decisiva foi de Moreira, que se colocou dentro do top-15.
Na volta 11, então, uma queda no pelotão. Francesco Bagnaia vinha na perseguição em cima de Johann Zarco, mas acabou indo ao chão; poucos metros à frente, também caiu Joan Mir – nisso, Diogo Moreira ganhou mais duas posições e era o 13º.
Faltando nove voltas para a bandeira quadriculada, Acosta e Álex Márquez vinham em uma emocionante disputa pela quinta colocação. A questão é que Pedro estava com o pneu macio traseiro, o que pode custar caro, especialmente neste calor.
Com a prova entrando na reta final no circuito de Goiânia, Bezzecchi vinha caminhando para a vitória, com Martín e Di Giannantonio completando o pódio da MotoGP. Moreira, mais atrás, era o 13º.
Com cinco voltas para o final, Marc Márquez deu mais um de seus espetáculos. Em uma briga com Diggia, o titular da Ducati colocou lado a lado, escolheu o momento certo e passou o adversário, tomando para si o degrau mais baixo do pódio.
Dois giros mais tarde, então, Fabio deu o troco em cima de Marc, deixou o heptacampeão da MotoGP para trás e voltou para a terceira colocação, mas o espanhol colado na traseira do italiano.
Bandeira quadriculada e ninguém se aproximou de Bezzecchi, que garantiu a vitória do GP do Brasil da MotoGP. Martín e Di Giannantonio completaram o pódio dessa segunda etapa da temporada 2026.
