MotoGP: Bastianini supera dificuldades e pontua no Brasil

A MotoGP teve um retorno intenso ao Brasil e Enea Bastianini foi um dos destaques ao conquistar um ponto após uma corrida de superação em Goiânia. Mesmo largando no fim do grid, o italiano conseguiu reagir em condições extremas e salvar o fim de semana para a equipe.

O resultado ganha ainda mais peso pelo contexto da prova, marcada por calor intenso e dificuldades técnicas. Com o asfalto atingindo 51 graus, a corrida foi reduzida de 31 para 23 voltas, exigindo ainda mais controle físico e estratégico dos pilotos.

No Autódromo Internacional Ayrton Senna, diante de um público de cerca de 60 mil pessoas, Bastianini largou da 22ª posição ao lado de seu companheiro de equipe Maverick Viñales, que partiu em 20º. Ambos utilizaram pneu dianteiro duro e traseiro médio, em uma tentativa de equilibrar desempenho e desgaste.

Logo na largada, Bastianini ganhou duas posições e aproveitou abandonos de pilotos como Brad Binder, Francesco Bagnaia e Joan Mir para avançar ainda mais no pelotão. Ao longo da corrida, alternou posições com Viñales e manteve ritmo consistente para buscar adversários mais à frente.

Na parte final da prova, o italiano conseguiu ultrapassar Toprak Razgatlıoğlu e o ex-campeão Fabio Quartararo, garantindo a 15ª colocação e somando mais um ponto no campeonato, após já ter pontuado na etapa da Tailândia.

“Na volta de aquecimento, levei muitas pedras por causa do asfalto novo e pensei que seria muito difícil correr assim. No começo foi doloroso, e eu nem esperava terminar a prova”, comentou Bastianini. “Nos setores mais lentos, com muita aceleração, estamos sofrendo bastante. Meu ritmo estava próximo ao do Acosta, mas largando atrás é impossível lutar por posições melhores.”

Viñales também tentou reagir após uma largada complicada, recuperando posições nas voltas iniciais. No entanto, um erro ao longo da corrida comprometeu sua evolução, e o espanhol cruzou a linha de chegada apenas em 18º.

Para o piloto espanhol, o fim de semana trouxe aprendizados importantes. “Tivemos alguns pontos positivos, mas ainda há muito trabalho a fazer, tanto na moto quanto comigo mesmo. Com pneus mais macios, a traseira empurra demais a dianteira, o que dificulta as curvas. Precisamos resolver isso”, explicou.

O chefe da equipe, Nicolas Goyon, destacou que o traçado brasileiro expôs limitações do conjunto da KTM. “Foi um fim de semana difícil. O circuito evidenciou um ponto fraco que precisamos melhorar. Ainda assim, os dois pilotos lutaram com o que tinham”, afirmou.

Agora, a MotoGP segue diretamente para Austin, nos Estados Unidos, onde será disputado o GP das Américas entre os dias 27 e 29 de março. A expectativa da equipe é encontrar um cenário mais favorável para evoluir e brigar por posições mais competitivas.