A MotoGP voltou ao Brasil após mais de duas décadas e encontrou um cenário desafiador em Goiânia, com a Red Bull KTM Factory Racing conseguindo extrair pontos importantes mesmo em um fim de semana complicado. Pedro Acosta foi o destaque da equipe ao terminar em sétimo e manter presença forte no campeonato.
O resultado ganha importância pelo contexto de adaptação ao novo circuito e pelas dificuldades enfrentadas ao longo do fim de semana. Com um traçado desconhecido para pilotos e equipes, além de condições exigentes, somar pontos foi visto como um passo relevante para a KTM.
O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu sua primeira corrida da MotoGP desde 1989, com um público de mais de 60 mil pessoas acompanhando a prova. O circuito curto e técnico, aliado ao uso de pneus de carcaça dura da Michelin, exigiu ajustes rápidos das equipes ao longo dos treinos e da corrida.
Acosta largou da nona posição e teve uma boa saída, rapidamente avançando para o top 5. O espanhol de 21 anos explorou ao máximo a aderência disponível, mas encontrou limitações nas retas, o que comprometeu uma possível briga por posições mais altas. Ainda assim, cruzou a linha de chegada em sétimo e segue na terceira colocação do campeonato.
“Nas primeiras voltas fomos bem, mas não tínhamos velocidade nas retas. Faltaram alguns pontos para lutar pelo pódio, então fizemos o máximo com o que tínhamos”, afirmou o piloto.
Entre os companheiros de marca, Enea Bastianini protagonizou uma corrida de recuperação. Após largar em 22º, o italiano conseguiu gerenciar bem os pneus e avançou até a 15ª posição, garantindo o último ponto disponível. Maverick Viñales, que partiu do fundo do grid, completou a prova em 18º e destacou evolução na adaptação à KTM RC16.
Já Brad Binder teve um fim de semana mais complicado. O sul-africano fez uma boa largada e ganhou posições no início, mas sofreu uma queda ainda na quarta volta, encerrando precocemente sua participação na corrida.
Bastianini destacou as dificuldades impostas pelo traçado brasileiro. “A pista era nova para todos e sabíamos que poderíamos sofrer, mas foi ainda mais difícil. O circuito é rápido, mas com trechos lentos onde tivemos problemas de aceleração”, explicou.
O chefe da equipe, Aki Ajo, reconheceu que o desempenho ficou abaixo das expectativas, mas destacou o contexto desafiador. “Foi um fim de semana complicado, principalmente pelas condições climáticas e pela adaptação ao circuito. Sabemos que precisamos melhorar alguns pontos técnicos”, disse.
Agora, a MotoGP segue para os Estados Unidos, onde será disputado o GP no Circuito das Américas, em Austin. A expectativa da KTM é dar um passo à frente em um traçado com características diferentes e buscar resultados mais consistentes na sequência da temporada.
