Eric Granado já está preparado para o começo da temporada 2021 da MotoE. O brasileiro já está em Jerez de la Frontera para a primeira etapa neste final de semana, e destacou as boas expectativas para o ano, a evolução da categoria e como tem sido a adaptação na nova equipe.
O competidor de 24 anos está envolvido com a categoria elétrica desde seu primeiro campeonato, em 2019, e desde então, subiu três vezes ao pódio, todas elas com vitórias. Sua melhor campanha foi no ano de estreia, onde terminou em quatro das seis corridas no top-10 e fechou a classificação em terceiro.
Após os primeiros testes coletivos no circuito espanhol, Eric mostrou empolgação pela temporada 2021. “A expectativa é muito boa, estou muito motivado para esse ano, fizemos uma ótima pré-temporada, não poderia ter sido melhor. Batemos o recorde da pista duas vezes, estivemos entre os mais rápidos sempre, me adaptei muito rápido na nova equipe, me senti muito bem com a moto”, falou em entrevista exclusiva ao F1Mania.net.
“Então, a expectativa é de poder brigar pelas posições dianteiras o ano inteiro, estou muito motivado para essa temporada, que promete muito para nós. Assim como em 2019, temos que ter constância e da minha parte fazer o meu melhor. Em relação a sorte, isso ela vem sozinha, ano passado, infelizmente, tive um pouco de falta de sorte como na etapa de Jerez, em Misano, e até em Le Mans”, seguiu.
“Esse ano vou fazer meu melhor, fazer minha parte bem feita e aí vemos no final da temporada se, sendo competitivo, temos chance de levar esse título”, emendou.

Após disputar os dois últimos anos na MotoE com a Avintia, Granado está de casa nova para esta temporada. O piloto vai defender a SRT e após os primeiros treinos juntos, já mostrou animação. “A adaptação em relação a moto não tinha muito segredo, é exatamente a mesma do ano passado, mudaram só alguns ajustes na suspensão dianteira, algumas mudanças no pneu”, disse.
“Mas, no geral, a moto é muito similar, então, é mais a forma de trabalho e mentalidade da equipe que é diferente do que a moto em si. Como a equipe é competente, imaginei que me adaptaria bem. O importante vem agora, que é a primeira etapa”, completou o competidor.
Inclusive, Eric destacou o que tem visto de evolução em suas passagens pela MotoE desde o início. “Sempre busco uma melhoria, sempre busco melhorar e ser mais competitivo. Então, acredito que sempre temos algo a ser melhor, assim como bati o recorde do primeiro teste, conseguimos trabalhar e consegui bater o recorde do segundo. Pode ser que esse tempo possa ser melhorado na corrida ou por mim, ou por outro. Sempre existe evolução e a gente está tentando evoluir constantemente”, pontuou ao F1Mania.net.
O calendário do campeonato vai contar com novidades para este ano. Serão seis etapas e sete corridas, com a final acontecendo em rodada dupla, além da chegada de Holanda e Montmeló, além do retorno da Áustria. “Holanda é uma pista que nunca corremos, Montmeló também nunca corremos com a MotoE, vai ser uma novidade para nós”, disse Eric.
“Áustria corremos em 2019, então, já sabemos mais ou menos como é. Agora, serão duas pistas novas e vai ser interessante ver como que vai se comportar a MotoE lá. Estou muito feliz e espero me adaptar rápido lá”, completou o piloto.
E a categoria elétrica não vai ser a única de Granado em 2021, que também divide suas atenções com o Superbike espanhol e disse que “acho que vai ser mais fácil do que conciliar o Superbike Brasil como fiz nos últimos anos.”
“Claro, o nível do campeonato é alto e a exigência física e técnica são muito altas, mas acho que o fato de estar aqui e os campeonatos estarem aqui é algo que é positivo para mim. Fica algo mais dinâmico para mim, não tenho de atravessar o planeta cada vez que tenho de correr no campeonato e no outro. Vai ser bom para mim”, seguiu.

Por fim, Granado listou as mudanças que tem visto na categoria desde 2019, pontuando os dois primeiros anos difíceis, mas de evolução, nas motos elétricas. “O que vejo de mudanças é que realmente trabalham bastante no trabalho das suspensões e dos pneus, que é algo que, queira ou não, sofre bastante por causa do peso”, explicou.
“A MotoE é uma moto muito pesada e sofre bastante nas frenagens tanto o pneu dianteiro quanto a suspensão, pois toda força G, peso da moto, peso do piloto, numa frenagem forte é o que mais sofre é a roda dianteira. Então, trabalham muito nisso para que seja uma moto mais fácil de guiar. E também na refrigeração da bateria porque digamos que a temperatura é nosso maior inimigo na autonomia para conseguir dar um pouco mais de voltas nos treinos e corrida”, descatou.
“Então, aos poucos, a categoria está evoluindo e, felizmente, foram dois anos muito difíceis para a MotoE, tanto o primeiro que teve a questão do incêndio, o segundo por conta da pandemia. Sinceramente, as motos não conseguiram evoluir muito não por falta de vontade da organização, mas pelas limitações. A base que está boa, claro que tem margem para melhorar, mas acho que é um pacote competitivo”, concluiu.
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