Depois de um bom terceiro lugar no GP da Holanda no último domingo, Joan Mir afirmou que não se ilude com o potencial já demonstrado pela Suzuki GSX-RR durante a temporada da MotoGP deste ano.
Em quarto lugar e a 55 pontos da liderança do campeonato, ele teme que seja tarde demais para lutar pela defesa do título conquistado em 2020 devido a limitações de seu equipamento.
“Acho que isso é um bom impulso de energia para tentar ser o melhor na segunda parte da temporada”, disse Mir.
“Mas este pacote provavelmente não é suficiente lutar pelo título, então temos que trabalhar nisso, trabalhar na moto, trabalhar em mim mesmo. Sempre podemos melhorar mais. Mas estou muito feliz com a corrida no geral, porque acho que não poderíamos esperar muito mais. Fabio Quartararo e Maverick Viñales foram muito, muito rápidos durante todo o fim de semana. Eles andaram muito bem e foi muito difícil para mim estar perto deles.”
“Mas fiz o que tinha de fazer nas primeiras voltas. Sempre é muito difícil ultrapassar as Hondas e as Ducatis. É sempre um pesadelo.”
“Mas tentei dar o meu máximo e fazer ultrapassagens inteligentes. Mas, é claro, estou sempre com dificuldades para ultrapassar as Ducatis, então talvez algumas manobras sejam um pouco no limite. Eu nunca toco ninguém, mas sempre sou obrigado a fazer algum block pass neles. Sinto muito por essas ultrapassagens, mas é sempre muito difícil.”
“Jack Miller vai ficar bravo, porque, novamente, a ultrapassagem foi um block pass. Eu não gosto de fazer essas ultrapassagens, mas ele é rápido nas retas e freia forte. Então, é difícil.”
Por fim, Mir crê que algo que poderá melhorar a temporada da Suzuki será trazer finalmente um dispositivo de altura traseira para a segunda metade do ano – algo que todas as outras montadoras já têm. Entretanto, ele também observa que a marca precisa solucionar seus problemas nas classificações.
“Em primeiro lugar, devemos trabalhar no dispositivo porque ele pode fazer uma grande diferença”, disse ele.
“Então, isso nós devemos fazer. Depois temos que trabalhar um pouco nos detalhes da moto que sempre fazem a diferença.”
“Então, da minha parte temos que entender com a equipe o que precisamos para ser mais fortes na classificação para fazer um bom tempo de volta, porque nunca consigo extrair tudo nos treinos. Então, é difícil de entender, mas vamos encontrar uma solução.”
Quartararo na ponta, a crise Viñales/Yamaha e renascimento de Eric Granado. A análise do GP da Holanda no FullGas Podcast:
