A última etapa da MotoGP trouxe alguns rumores dentro do paddock do mundial, após os principais rivais de Fabio Quartararo na luta pelo título mundial de 2021 terem tido problemas com o desgaste prematuro de pneus. Tanto Joan Mir quanto Francesco Bagnaia acabaram enfrentando questões com os compostos da Michelin na Grã-Bretanha, o que suscitou algumas dúvidas.
Porém, o chefe de competição da Michelin, Piero Taramasso, negou que haja qualquer tipo de favorecimento a Quartararo pelo fato de ser francês, como a Michelin.
“Quando essas coisas acontecem, sempre há muitas fantasias no paddock – como essas eu dizem que nunca acontece com o Quartararo porque ele é francês e seus pneus são sempre bons”, falou à página italiana do Motorsport.com.
“É impossível favorecer um piloto ou prejudicar outro, porque há várias temporadas há uma espécie de sorteio, e os pneus são atribuídos ao acaso.”
“Também ouvi dizer que houve uma diminuição do orçamento da Michelin, mas isso também é muito errado, porque felizmente a nossa empresa geriu muito bem a crise do COVID-19 e está saudável. A gestão tem sido exemplar. Nós não tivemos cortes no orçamento e, de fato, temos toda a tecnologia à nossa disposição para tentar entender o que está causando todas essas mudanças repentinas e ver novamente boas corridas, sem as reclamações dos pilotos.”
Taramasso diz ainda que a Michelin está estudando os problemas ocorridos em Silverstone, mas revela que eles não são relativos às motos.
“Não gosto de falar no calor do momento, pois é algo que muitas vezes te leva ao erro. Já se passou um dia desde que voltamos para a fábrica, mas no geral notamos mais desgaste no domingo do que no resto do final de semana, tanto nos pneus dianteiros quanto nos traseiros. Foi isso que fez com que o desempenho dos pneus diminuísse. Estimamos que seria a partir da volta 10, mas na verdade veio muito mais cedo porque alguns pilotos o sentiram depois de cinco ou seis voltas.”
“Silverstone é um circuito muito exigente com os pneus e o desempenho consistente sempre foi uma das dificuldades que enfrentamos ali. Não íamos para lá há dois anos e regressamos com a nova carcaça introduzida em 2020, que ainda não tínhamos tido a oportunidade de testar lá. Esse desgaste, que em alguns casos era um pouco irregular, encontramos em alguns pilotos e em outros não. Não tem relação com o tipo de moto, pois os seis fabricantes acabaram nas primeiras seis posições ”
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