Meio ambiente e sociedade: compromissos do MotoGP Grande Prêmio do Brasil em Goiânia

A organização do MotoGP Estrella Galicia 0,0 Grande Prêmio do Brasil 2026 definiu as regras que orientarão as ações de sustentabilidade e integração social no autódromo Ayrton Senna: compensação de carbono, gestão de resíduos, trabalho com cooperativas locais para reaproveitamento de material reciclável e ação para promoção de inclusão por meio do esporte.

Para o inventário e compensação de carbono, a organização fechou parceria com a empresa Solví, que fornecerá os créditos de carbonos, com a compensação de 100% das emissões por meio da aquisição de créditos provenientes da valorização energética de resíduos. Todo o resíduo comum será destinado ao aterro de Guapó, administrado pela Resíduo Zero Ambiental, que atende a mais de 60 cidades do estado.

Na gestão de resíduos, haverá coleta de óleo lubrificante usado nas motos. Esse trabalho, em parceria com a Lwart, colocará de volta no mercado o óleo lubrificante devidamente renovado. Por isso, todo o material reciclável será encaminhado para duas cooperativas de Goiânia. O apoio na coleta do material reciclável virá do Movimento Reciclar, uma instituição sem fins lucrativos e apoiado pelo governo do Estado, que trará para o autódromo 80 voluntários que trabalharão junto ao público orientando o descarte correto em lixeiras distribuídas nas arquibancadas e demais áreas.

Outro ponto importante são os excedentes de alimentos dos pontos de venda e áreas vips que serão doados para instituições que têm o apoio também do governo de Goiás através da OVG – Organização das Voluntárias de Goiás, entidade com foco em diversas ações sociais.

“Desde o momento em que anunciamos a realização da prova, as questões ambientais e sociais sempre estiveram na linha de frente da organização. E foi muito tranquilo, já que o Governo de Goiás tem essa preocupação e mantém diversas ações com esse mesmo objetivo”, diz Alan Adler, CEO do MotoGP Grande Prêmio do Brasil.

Para a volta da MotoGP ao Brasil após 22 anos, os promotores da etapa de Goiânia estabeleceram o Plano de Sustentabilidade que, basicamente, promove os cuidados ambientais estimulando o uso de transporte público e veículos elétricos, a utilização de energia limpa, copos retornáveis, água potável gratuita, viabilização de acesso de pessoas com deficiência, combate ao assédio e racismo de acordo com protocolos da ONU, Federação Internacional de Motociclismo e MotoGP Sports Entertainment Group, responsável pelos direitos da categoria.

Ao longo dos três dias em Goiânia, o evento contará com um protocolo de atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, adotado pelo Governo do Estado de Goiás e pela organização do evento, com foco na prevenção e no enfrentamento de situações como discriminação, racismo e importunação sexual.

A iniciativa adotada uma política de tolerância zero e tem como objetivo garantir um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todo o público presente. A equipe responsável estará preparada para atender em quaisquer situações de vulnerabilidade, prestando o suporte necessário de forma ágil e adequada.

Haverá um canal de denúncia no site oficial do evento durante os dias do MotoGP Grande Prêmio do Brasil, que poderá ser utilizado de forma anônima por todo o público e será monitorado em tempo real, inclusive com a possibilidade de envio de pedidos de socorro para acionamento imediato da equipe de atendimento no local.

O autódromo contará com cinco pontos de acolhimento, com profissionais capacitados, incluindo psicólogas, assistentes sociais e advogados, preparados para receber denúncias e prestar o acolhimento necessário às vítimas. Além dos pontos fixos, equipes identificadas também circularão pelo evento para oferecer suporte ao público.

Ao longo de todo o período do evento, as ações serão coordenadas com os órgãos públicos responsáveis pela segurança e pelo atendimento, incluindo o Governo do Estado de Goiás, garantindo que qualquer situação seja tratada com a devida seriedade e celeridade.

Além disso, o MotoGP Grande Prêmio do Brasil também terá uma agenda de ações sociais no autódromo, reforçando o compromisso do evento com a comunidade e com a promoção de inclusão por meio do esporte.

Na sexta-feira, crianças atendidas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) serão convidadas para viver um dia de experiência no autódromo e assistirão à programação do MotoGP Grande Prêmio do Brasil em área com alimentação. A instituição sem fins lucrativos atua em parceria com o Governo do Estado de Goiás, prefeituras e entidades da sociedade civil para promover ações de assistência e cidadania.

Atualmente, a organização desenvolve projetos voltados a diferentes públicos, como crianças, adolescentes, estudantes, gestantes, dependentes químicos, vítimas de queimaduras e famílias em situação de vulnerabilidade social em todos os 246 municípios de Goiás.

No sábado, a programação continua com a presença de atletas selecionados do programa Pró-Goiás Atleta, iniciativa estadual de incentivo ao esporte que contempla competidores de diversas modalidades. Serão recebidos no autódromo 50 paratletas e 150 atletas, todos medalhistas, desde estaduais até vice-campeãs paralímpicas. O programa do Estado concede bolsas em mais de 60 modalidades esportivas e tem como objetivo apoiar atletas goianos em todas as etapas da carreira, desde a iniciação esportiva até o alto rendimento em competições estaduais, nacionais e internacionais.

No domingo, o evento receberá participantes do projeto Construindo Campeões, que oferece aulas gratuitas de artes marciais para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, além de adultos de baixa renda. A iniciativa promove modalidades como karatê, judô, wrestling, taekwondo e jiu-jitsu, utilizando o esporte como ferramenta de inclusão social e formação, ao estimular valores como disciplina, respeito, ética, companheirismo e convivência em sociedade.