O espanhol Marc Márquez conseguiu no fim dos três dias de teste da MotoGP em Sepang, na Malásia, um décimo lugar na classificação geral. Porém, apesar de ser o primeiro depois das sete Ducatis e duas Aprilias nas nove primeiras posições, ele se confessou frustrado. Para ele, a Honda segue muito atrás.
“Não é a moto que preciso para ganhar o campeonato – preciso de mais um passo”, disse Márquez.
Ele ainda foi perguntado pela Sky Sports antes do teste se existe uma cláusula em seu contrato com a Honda que o permitiria sair da equipe no final deste ano.
“Não consigo pensar nisso antes de começar a temporada”, respondeu ele, que tem o maior salário da MotoGP. “Tenho um contrato de dois anos e quero vencer, possivelmente com a Honda.”
“Depois de quatro anos, tive um inverno tranquilo, mesmo que ainda tivesse que trabalhar um pouco no ombro. Em dezembro fiz um tratamento que serviu para não me fazer sentir dores e que me permitiu trabalhar bem em janeiro.”
“Estou muito feliz com a forma como estou fisicamente, apesar de ainda não estar 100%. No entanto, o corpo tem funcionado bem nos últimos meses. O objetivo é a corrida de Portimão, ainda tenho um mês e meio”.
Porém, apesar de acreditar que está em boa forma, ele não se vê capaz de disputar os melhores lugares devido à Honda.
“Devemos melhorar muitas, muitas coisas. Em Portimão não teremos tempo para trazer três motos. É importante escolher uma direção de desenvolvimento, uma moto”, seguiu, se referindo ao fato de que teve três protótipos para escolher em Sepang.
“O que tivemos foi igual à moto de Valência, mesmo conceito, mesmos problemas. Agora é a hora de corrigir os problemas. Não sei como. Eu apenas dou meus comentários.”
Ducatis e Aprilias voando, Honda e Yamaha com trabalho a fazer. A análise do 1º teste da MotoGP em 2023 no FullGas Podcast!
