O espanhol Iker Lecuona, da equipe Tech3, não poderá correr neste final de semana no GP da Europa, em Valência. O irmão do piloto – que também é seu assistente – testou positivo para a COVID-19 e fará com que Lecuona tenha que cumprir uma quarentena obrigatória de dez dias de acordo com as regras de Andorra, país onde vive.
O piloto até o momento testou negativo, porém mesmo assim ele será obrigado a cumprir o período de isolamento. Ele espera retornar para a segunda corrida em Valência.
“Estamos muito tristes em anunciar que Iker Lecuona não vai participar do GP da Europa neste fim de semana”, disse o chefe da equipe Herve Poncharal.
“Até agora ele deu negativo, mas seu irmão, que também é seu assistente, deu positivo e, portanto, as autoridades de Andorra o chamaram de ‘caso de contato’. Ele fará outro teste hoje, mas mesmo se for negativo novamente, ele terá que ficar em quarentena sem sair de sua casa em Andorra por 10 dias. O plano é fazer outro teste na próxima quarta-feira e se este também for negativo, ele poderá viajar para Valência e participar da Valência II.”
“Isso é muito lamentável, todos foram muito cuidadosos. Sentimos muito por isso. Só esperamos que Iker continue negativo nos próximos testes e que possamos vê-lo na próxima semana aqui.”
“Não se esqueça, este é o seu GP de casa e ele e a equipe esperavam muito essas duas corridas, o que é uma pena. Mas com a forma como o mundo está no momento, coisas lamentáveis como esta estão acontecendo. De novo, esperamos que tudo volte ao normal na próxima semana.”
“Claro, ele não será substituído para este evento, portanto toda a equipe Red Bull KTM Tech3 se concentrará em nosso único piloto, Miguel Oliveira.”
Valentino Rossi é outro piloto em dúvida para a corrida deste fim de semana. O italiano perdeu a rodada dupla de Aragão depois de ter sido diagnosticado com COVID-19 e, apesar de se sentir totalmente apto novamente, continua com testando positivo – como revelado na última quarta-feira.
Rossi precisa de dois resultados de teste negativos consecutivos com intervalo de 48 horas para ter permissão concedida e retornar ao paddock.
O caso é o quarto envolvendo piloto na MotoGP neste ano, após Jorge Martin na Moto2 e Tony Arbolino na Moto3 serem obrigados a perderem etapas do mundial devido ao novo coronavírus. Como Lecuona, Arbolino apenas esteve em contato com uma pessoa que testou positivo e teve que cumprir quarentena.
