Dono de uma vitória na temporada de 2021, no GP da Estíria, Jorge Martín também viveu um pesadelo no ano, após um force acidente no GP de Portugal, que o tirou de várias provas. Fazendo um balanço do ano, ele pesou seus dois principais momentos e analisou que sua experiência foi positiva.
“Bem, foi uma temporada muito boa, uma temporada muito longa para mim também com muitos altos e baixos”, disse Martin.
“Acho que foi a melhor e a pior temporada juntas, porque com a lesão parecia que seria a pior temporada da minha carreira. Mas no fim foi a melhor, então estar em um momento muito ruim (depois da queda) e depois voltar com a vitória, com pódios de novo, pole position e sempre lutando pelos cinco primeiros quando terminei as corridas, foi muito positivo.”
“Acho que somos fortes, fizemos um ótimo trabalho e estamos prontos para a próxima temporada com certeza.”
Martin observa que um de seus maiores problemas nesta temporada foi o grande volume de informações sobre a moto que ele teve que aprender, incluindo a gestão dos pneus Michelin.
“O processo de aprendizagem foi ótimo”, acrescentou.
“Acho que ainda estou aprendendo muito. A cada corrida tento entender coisas novas. Melhorei também o método de como falo com a equipe. É difícil porque toda vez que paro no box, tento entender muitas informações e não é fácil falar tudo isso para a equipe. Então, talvez eu termine meu dia e talvez antes do jantar eu me lembre de algo como ‘oh, nesta curva precisamos mudar isso’.”
“Então, não é fácil, é muita informação e é difícil falar logo após o treino. Mas todo fim de semana estou melhor com os mapas do motor, com o freio motor, com a potência, estou melhorando muito onde quero. Acho que a coisa mais difícil este ano foi entender os pneus, porque ainda estou tendo dificuldades para administrá-los. Tentei começar as últimas corridas um pouco mais devagar, mas mesmo assim acabei sem pneus bons.”
“Portanto, precisamos entender isso e ver como podemos melhorar para o próximo ano.”
FullGas Podcast elege as 11 corridas perdidas por Valentino Rossi, que lhe impediram de ter 100 vitórias na MotoGP:
