Um problema sério assolou nos últimos anos os pilotos da Honda na MotoGP. Em muitas provas eles acabaram sofrendo acidentes sérios devido às condições de condução da RC213V, que sempre ofereceu pouca aderência na parte traseira. Para este ano, o chefe da equipe, Alberto Puig, diz que a marca está trabalhando para reduzir estes problemas.
“Tivemos alguns problemas, e o alto número de quedas do tipo highsides foi um deles. Muito trabalho foi feito no inverno nesta questão específica. Os engenheiros do Japão e da Europa fizeram um esforço significativo. Mas a moto é um conjunto de somas que a fazem funcionar”, disse.
Puig também falou da reestruturação interna ocorrida dentro da montadora nos últimos tempos. A marca de escapamentos Akrapovic e a construtora da Moto2 Kalex chegaram como novos fornecedores da marca, porém o chefe disse que a montadora japonesa tem seu sistema tradicional inalterado. “A Honda tem sempre o seu próprio sistema e o seu próprio DNA”.
“Mudamos um pouco a dinâmica de trabalho e estamos abertos a novas oportunidades”, seguiu.
“Embora estejamos abertos para ouvir e experimentar novos conceitos que nos ajudem a melhorar a moto.”
“A lista de vencedores desta equipe está aí. Não é que tenhamos que vencer este ano sim ou sim, mas é algo que sempre aconteceu. Estamos cientes de que nossos rivais deram um grande passo à frente e devemos reconhecer isso para poder melhorar. O objetivo é o mesmo de sempre.”
Porém, o início do trabalho, nos testes realizados na Malásia em fevereiro, o déficit ficou evidente. “A diferença com a Ducati é clara. Eles têm muito potencial para uma volta e temos que melhorar. Eles deram um passo à frente e é isso que nos motiva a dizer que vamos fazer isso também. Mas hoje a realidade é que eles estão um passo à frente”.
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