Espargaró celebra 1ª vitória na MotoGP com “melhor moto” que já teve na vida

O espanhol Aleix Espargaró realizou no último domingo o sonho de sua carreira. Depois de 284 participações no Mundial de Motovelocidade e no GP de número 200 na MotoGP ele ganhou sua primeira corrida e a primeira prova para a Aprilia na classe principal. Foi após uma grande batalha com Jorge Martín, da Pramac Ducati, que largou melhor e assumiu a ponta. Pole position, Aleix precisou atacá-lo para vencer.

Falando após a vitória, Espargaró disse: “estou extremamente feliz porque desde o Catar senti, mesmo na pré-temporada, que tinha a melhor moto que já tive na minha carreira”.

“Obviamente, na pré-temporada é muito difícil julgar se esta moto me permitiria lutar pelo top 10, top 5 ou vencer, mas estive muito perto dos caras mais rápidos nos testes de pré-temporada. Além disso, no Catar me senti forte e mostramos passo a passo muito potencial. Provamos nos treinos que éramos os mais rápidos, e também na corrida não foi sorte: não tivemos corrida no molhado e agora estamos liderando.”

“Estou extremamente feliz porque sinto que este campeonato é um dos mais difíceis de todos os tempos por causa do nível. Para mim, obviamente estou extremamente feliz por vencer a corrida, mas, pessoalmente, nada mudou.”

“Sou uma pessoa de muita sorte e meu trabalho é minha paixão, tenho uma família dos sonhos e tenho tudo o que um homem pode sonhar.

“Sinceramente, uma vitória não muda muito na minha vida. Mas para todos na Aprilia é um grande passo.”

Falando sobre a disputa com Martin, Espargaró disse que esperava um duelo complicado com o ex-campeão de Moto3 já que ele é um “matador quando as luzes se apagam”.

“Sei que o Jorge é um matador. Sei que no domingo ele não precisa ter ritmo todo o fim de semana para ser rápido. Quando as luzes se apagam ele é um matador, e não foi fácil para mim para segui-lo.”

“Cometi alguns erros, mas brinquei muito com a eletrônica, freio motor e controle de tração, para salvar o pneu. Mas sinceramente ele foi corajoso porque teve a parte mais difícil, que foi liderar quase toda a corrida e mostrar a todos o ritmo.

“Durante a minha carreira eu sempre tentei respeitar meus adversários, tentando ultrapassar limpo. Mostramos hoje que você pode passar sem precisar tocar um no outro. Mas mesmo que você toque como fizemos na última corrida, isso é corrida”.

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