Depois de ter conquistado três pódios na primeira metade da temporada, incluindo uma vitória no GP da Catalunha, Miguel Oliveira entrou em uma fase ruim do segundo semestre. O piloto caiu durante um treino livre no GP da Estíria e machucou seu pulso direito, e além da contusão tem tido dificuldades com o acerto de sua KTM.
Após o teste em Misano na última semana, ele disse que o treino foi de grande valia para a equipe.
“Identificámos algumas coisas, especialmente na eletrônica, que estavam mesmo erradas”, iniciou Oliveira.
“Me permitiu sentir bem com a moto e senti que estou recuperando a ‘minha moto’, algo que faltava há algumas corridas. É algo que identificamos, corrigimos e espero que seja uma boa solução para as próximas corridas.”
Até o momento, Oliveira não quis precisar a natureza exata de seus problemas, mas espera que definitivamente tudo esteja resolvido: “sim, foi por isso que fizemos testes. Caso contrário, pareceríamos amadores. Espero que sim.”
“Procuro sempre chegar aos fins de semana de corrida o mais motivado possível e penso que consigo apesar dos maus resultados. Estou saindo de Misano mais feliz do que cheguei, porque tenho um bom desempenho, tive bons momentos.”
“Não fizemos uma simulação de classificação nestes dois dias porque não pedi, o programa era um pouco diferente. Penso que até ao final de outubro poderemos mostrar que progredimos. As minhas sensações com a moto voltaram mais ou menos ao normal. É positivo e por isso vamos para o Texas satisfeitos por termos feito um bom trabalho.”
Oliveira diz não ver relação do problema de desempenho da KTM com a perda das concessões da equipe nesta temporada.
“Não consigo identificar uma relação direta entre a falta de testes com os pilotos oficiais e a falta de desempenho, mas posso dizer que foi uma vantagem ter aqueles dias extras. Conhecíamos melhor a moto. Estávamos fazendo vários dias de testes, então quando começávamos uma sessão de 45 minutos em uma prova já sabíamos o que fazer e como a moto se comportaria. Agora isso nos coloca no mesmo nível que os outros.”
“Pode demorar mais, mas não vejo uma relação entre desempenho ruim ou resultados com falta de concessões. Claro que não temos mais essa vantagem, mas ‘merecemos’ não ter mais testes. A equipe de teste tem que fazer seu trabalho e nós teremos que confirmar as ideias deles nos fins de semana de corrida.”
Suspensão ativa igual na F1? Entenda o que é o ride-height device e por que virou moda na MotoGP:
