Ducati admite que pode ter oito motos no grid da MotoGP em 2022

De acordo com a imprensa italiana, Jack Miller terá uma extensão de contrato oficializada com a Ducati durante o GP da Itália do próximo final de semana após suas duas vitórias seguidas na Espanha e na França.

Ele se juntará a Francesco Bagnaia, que já tinha um contrato de dois anos com o time de fábrica da Ducati, restando assim as confirmações de Johann Zarco e Jorge Martín na equipe Pramac – que também deverá oficializar uma extensão de mais três anos com a Ducati.

Entretanto, a grande novidade do momento é que a Ducati poderá voltar a ter oito motos no grid da MotoGP em 2022. Com a benção da Dorna, promotora do campeonato, a Ducati no momento negocia para fornecer motos para a VR46 e a Gresini – que deixará de ser time de fábrica da Aprilia ano que vem.

O chefe da Ducati, Paolo Ciabatti, inclusive confirmou as negociações.

“Sim, é verdade. Nós estamos pensando nisso”, disse Ciabatti ao site italiano GPOne.

“A opção de termos oito motos no grid está na mesa. Nós chegamos a fazer isso recentemente, quando além da Pramac nós também estivemos com a Avintia e a Aspar. Achamos que podemos administrar isso. E isso nos faria ter um bom número de jovens pilotos na Ducati.”

Entretanto, nada ainda está assinado até aqui. A expansão – que não agrada a Aprilia, já que a fabricante perderia uma possível equipe satélite – ocorreria para que a Ducati consiga manter dentro de sua estrutura Enea Bastianini e Luca Marini, ainda com a chegada de Fabio di Giannantonio – que possui contrato com a Gresini para 2022.

Bastianini não poderia correr na VR46 já que não é um piloto da academia de Valentino Rossi, desta maneira seu destino poderia ser a Gresini, abrindo um lugar na VR46 (atual Avintia) para uma provável subida de Marco Bezzecchi, atualmente na Moto2.

Segunda seguida de Miller, queda de Márquez e vitória de Eric Granado. Confira a análise do GP da França no FullGas Podcast!