Chefe da Yamaha diz ter foco em novo time satélite, mas “não em 2024”

Depois de perder sua equipe satélite para a Aprilia em 2023, a Yamaha vive um momento complicado na MotoGP. Além de atrás tecnicamente, o time não pode testar novidades com a mesma eficácia das equipes rivais por não ter motos suficientes para aferir peças e acertos novos.

“Essa é uma grande desvantagem”, disse o gerente da equipe, Massimo Meregalli, ao site Motorsport-Total.

“No final, fazemos o trabalho 100% sozinhos. Os outros (Ducati) podem dividir, talvez cada equipe possa assumir 25%. Mesmo se falarmos sobre os pneus, talvez eles possam compartilhar a tarefa de escolher os pneus, mas não podemos. Isso é apenas um exemplo, mas infelizmente é assim.”

“Não queríamos perder a equipe satélite e certamente teremos nossa equipe satélite de volta no futuro. Ainda não para 2024, porque todas as equipes têm um acordo para 2024. Mas assim que começarmos a próxima temporada, iniciaremos a discussão sobre isso.”

O novo modelo de final de semana piorou ainda mais o desenvolvimento de um acerto base para a Yamaha, com menos tempo de validar setups.

“Não queremos usar isso como desculpa”, disse Meregalli.

“Mas, você sabe, não temos outra equipe satélite e temos que contar com nossos dois pilotos para coletar informações nesse curto espaço de tempo. Quando você tem mais pilotos, é mais fácil. E para nós é sempre mais difícil. Às vezes você pode querer comparar diferentes configurações, mas o tempo é muito curto porque o TL1 é talvez a única sessão em que você pode comparar qualquer coisa.”

“Mas no TL1, os pilotos primeiro precisam se acostumar com a pista. Além disso, a pista nunca está em boas condições. A sessão perfeita pode ser o TL2, mas no TL2 você tem que tentar se preparar para a corrida e então você tem que fazer voltas rápidas para entrar no Q2. É muito complicado.”

“E então vem o TL3, essa é a sessão normal, totalmente livre. É de manhã, então as condições às vezes não são tão boas. As temperaturas não são as mesmas da tarde. Portanto, esse formato certamente é muito bom para o show. Mas muito menos para quem trabalha.”