O CEO da Dorna, empresa promotora da MotoGP, Carmelo Ezpeleta, disse que não quer utilizar brigas entre os pilotos para difundir o campeonato. Pelo contrário, o espanhol acha que as rivalidades saudáveis entre Francesco Bagnaia, Fabio Quartararo, Enea Bastinini e Aleix Espargaró em 2022 fizeram bem para a categoria.
“Acredito sinceramente que, se não podemos dizer que o campeonato deve proteger esses valores, estamos fazendo coisas erradas”, disse o promotor da MotoGP em entrevista ao Motorsport.com.
“O jornal Sport me deu um prêmio pelos valores que o nosso campeonato defende. Os pilotos conseguem mostrar uma rivalidade inegável, mas ao mesmo tempo respeito mútuo”.
“Em 2015, depois daquela onda de interesse que recebemos após o incidente entre Valentino, Marc e Lorenzo, eu já dizia que não gostava disso. Talvez eu seja muito ingênuo, porque acho que a rivalidade deve ser focada na vontade de vencer. A final da Copa do Mundo não me pareceu particularmente dura. Não precisamos de pilotos batendo uns nos outros para atrair pessoas.”
O chefe da Dorna diz que prefere não destacar as polêmicas dos últimos vinte anos e prefere a abordagem da geração atual: “em 2022 Aleix Espargaró e Fabio Quartararo bateram em Assen, e a rivalidade tem que ser assim. Se formos além disso, entramos numa zona que não me agrada”.
“Não gostei quando Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa não se falavam, e não gostei quando Valantino Rossi e Max Biaggi se socaram antes do pódio em Montmeló em 2001. Gosto que haja rivalidade, porque ajuda o campeonato e a sua popularidade, mas não acho que seja negativo ser cordial”.
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